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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Estimulação transauricular do vago melhora o balanço autonômico e modula células hematopoiéticas na Síndrome Metabólica: estudo piloto.

Tércio Lemos de Morais, Fernando Oliveira Costa, Natalia Cristina Mesquita de Albuquerque, Maria Aparecida Dalboni, Fernanda Marciano Consolim-Colombo
Universidade Nove de Julho - São Paulo - São Paulo - Brasil, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Estimulação transauricular do vago melhora o balanço autonômico e modula células hematopoiéticas na Síndrome Metabólica: estudo piloto.

INTRODUÇÃO: atividade simpática e inflamação estão ligadas à obesidade e  Síndrome Metabólica (SM).  Avaliamos efeitos agudos e crônicos da estimulação transauricular do vago (ETV) sobre parâmetros hemodinâmicos, autonômicos,  monócitos circulantes e células endoteliais. METODOLOGIA: estudo randomizado(2:1), 30 pacientes de ambos os sexos de 18-60 anos. 20 pacientes tratados (GT) com ETV na orelha esquerda uma vez por semana por 8 semanas. Estímulos (500ms, 25Hz) foram aplicados por 30 minutos. O grupo controle (GC) não recebeu estimulação. Registros da pressão arterial (PA) e da frequência cardíaca; curvas pressóricas batimento a batimento gravadas com Finometer® nas sessões de ETV e após 15 minutos; bioquímica e quantificação de monócitos clássicos (CD16+) e não clássicos (CD14+), células endoteliais progenitoras ((CD309+) e circulantes ((CD31+) e micropartículas endoteliais com citometria de fluxo. RESULTADOS: Após uma sessão (primeira) de ETV houve queda na PA de consultório (72 ± 7 vs 69 ± 8; p=0,022) e frequência cardíaca batimento a batimento (70 ± 8 vs 67 ± 8; p=0,011); aumento na HF (nu) (50 ± 13 vs 55 ± 15; p=0,035), redução na LF (nu) (50 ± 13 vs 45 ± 15; p=0,040), redução na razão LF/HF (1,4 ± 0,9 vs 1,1± 0,7; p=0,010) com melhora simpatovagal. Dados basais x oito semanas de seguimento, o GT teve queda nas pressões sistólica e diastólica (137 ± 21 vs. 121 ± 11 mmHg, p=0,001,  81 ± 10 vs. 77 ± 8 mmHg, p=0,012, respectivamente) e na FC (70 ± 8 vs 66 ± 8 bpm, p=0,009). Análise dos dados batimento a batimento mostrou esses decrementos,  aumento na HF (nu) (50 ± 13 vs 60 ± 15; p=0,008), queda na LF (nu) (50 ± 13 vs 40 ± 15; p=0,008) e redução na razão LF/HF (1,4 ± 0,9 vs 0,8 ± 0,6; p=0,026), com melhora simpatovagal. O GT teve  redução de CD16+ (27 ± 11 vs 13 ± 5 %, p = 0.003) e aumento de CD14+ (24 ± 17 vs 52 ± 17%; p = 0.049) nos percentuais, mostrando perfil monocitário anti-inflamatório circulatório. Aumento de CD309+ (1.2 ± 0.9 vs 2.4 ± 1.0; p = 0.045), CD31+ (42 ± 19 vs 63 ± 14%, p = 0.035) e na razão CD309+/CD31+, sugerindo mobilização vascular de células endoteliais. No metabolismo, houve queda de triglicérides no GT (141 ± 38 vs. 124 ± 32; p = 0.014). Não houve mudanças nos parâmetros do grupo controle. CONCLUSÃO: a ETV foi eficaz na melhoria do balanço autonômico e alterou o percentual de células circulatórias hematopoiéticas. Um impacto clínico foi demonstrado com essa técnica.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021