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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EFEITO DE 12 SEMANAS DE TELERREABILITAÇÃO FÍSICA SOBRE PARÂMETROS HEMODINÂMICOS E DE FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA EM PACIENTES HOSPITALIZADOS PELA COVID-19: UM ESTUDO PILOTO.

Witzler, PHC, Amaral, VT, Ariane, AA, Heubel, AD, Linares, SN, Oliveira, GYO, Mendes, RG, Ciolac, EG
UNESP - Bauru - Bauru - SP - Brasil

INTRODUÇÃO: A COVID-19 pode ocasionar sequelas sistêmicas e duradouras. Além das sequelas respiratórias, o paciente hospitalizado pela COVID-19 está mais susceptível a complicações cardiovasculares e déficits musculoesqueléticos. A telerreabilitação física tem sido sugerida como estratégia de reabilitação apropriada para o momento de pandemia, com objetivo de minimizar os prejuízos resultantes das sequelas após a doença. No entanto, o efeito dessa modalidade terapêutica ainda é incerto para essa população.

OBJETIVO: Investigar o efeito de 12 semanas de telerreabilitação física sobre a pressão arterial e frequência cardíaca de repouso, rigidez arterial (velocidade da onda de pulso carotídeo-femoral) e força de preensão palmar de indivíduos hospitalizados devido à COVID-19.

MÉTODO: 16 indivíduos hospitalizados devido à COVID-19 foram randomizados para 12 semanas de um programa de telerreabilitação física (TR; N = 8 [mulheres]; idade = 50 ± 9 anos; IMC = 30,6 ± 4,0 kg/m2) ou seguimento controle (CON; N = 8 [5 mulheres]; idade = 51 ± 8 anos; IMC = 30,5 ± 3,0 kg/m2). O protocolo de telerreabilitação física incluiu um programa de exercícios aeróbicos em moderada intensidade (30 min diários com intensidade entre 9 e 11 na escala de percepção subjetiva do esforço [PSE]) e exercícios resistidos utilizando o peso corporal (intensidade entre 14 e 17 na PSE). A pressão arterial sistólica e diastólica, frequência cardíaca, velocidade da onda de pulso e a força de preensão palmar foram avaliadas antes e após 12 semanas de seguimento.

RESULTADO: Após 12 semanas de seguimento, o grupo TR apresentou melhora significativa na força de preensão palmar (4 kg/kgf; P = 0,04), mas não na pressão arterial, frequência cardíaca e velocidade da onda de pulso. O grupo CON não apresentou alteração em nenhuma das variáveis avaliadas após o protocolo.

CONCLUSÃO: Um programa de telerreabilitação física foi eficiente para a melhora da força de preensão palmar, mas não da pressão arterial, frequência cardíaca e velocidade da onda de pulso de indivíduos que foram hospitalizadas devido à COVID-19.

 

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