SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Dilatação de artérias coronárias em recém-nascido prematuro – correlação com COVID - 19 materno?

Soares BM, Soares AM, Soares PJF, Polinário R, Pacifico RB, Lessa FF, Garbrecht CBF, Silva LA, Silva I, Britto AS
Hospital Evangélico - Cachoeiro de Itapemirim - ES - Brasil, Fundação Técnico Educacional Souza Marques - RJ - RJ - Brasil

Introdução : Durante a pandemia tem ocorrido relato de casos de recém-nascidos (RN’s) filhos de mães com COVID 19.  A transmissão vertical parece ser incomum, mas ocorre e pode ser de difícil confirmação diagnóstica. Infecção neonatal foi reportado em 1 a 3% dos nascimentos de mães com Covid-19 nos EUA. As manifestações cardiológicas sobretudo nas artérias coronárias também necessitam maior observação, estudos e para isso precisam ser relatados.Apresentação de caso: Mãe hipertensa, 40 anos, parto cesáreo por ruptura de bolsa e líquido meconial espesso. RN prematuro, IG: 36,3 semanas, peso : 1.910g, , nasceu edemaciado e necessitou reanimação na sala de parto, foi intubado, recebeu sufactante, antibiótico e aminas vasoativas. RX tórax com cardiomegalia. Ecocardiograma com 26 horas de vida demonstrando dilatação de coronárias. Coronária esquerda : 2,7 mm (z-score : 6,21); descendente anterior : 1,5 mm (Z-score: 2,91); circunflexa : 1,5 mm (z-score : 3,42); Coronária direita : 1,5 mm (z-score : 3,3). Função global de ventrículo esquerdo normal com FEVE : 65%, sem alterações de contração segmentar, ausência de trombos intracavitários. CKMB inicialmente elevada : 242 U/l, CK total : 344 U/l, troponina negativa, proteína C reativa : 5,1 mg/l. Hemograma com leucócitos: 15.600, linfócitos: 22 e plaquetas : 73.000. Gama GT: 189 U/l , TGO: 107 e TGP: 58 U/l. ECG sem alterações isquêmicas. Evoluiu com plaquetopenia de até 18.000. Fez angiotomografia para avaliação de demais artérias de médio e grande calibre, sem se encontrar maiores alterações. FAN, sorologias para TORCH e  VDRL : negativos. Recebeu alta com 35 dias de vida, clinicamente estável com exames laboratoriais em normalização em uso de AAS. Após início da pandemia e a informação de  raros relatos de dilatação coronariana em RN’s com mãe COVID-19 positiva, foi feita busca ativa desta mãe que informou quadro de febre, mialgia e dispnéia no último trimestre da gravidez, até então omitidos. As sorologias IGM e IGG  na mãe e RN colhidas muito posteriormente foram negativas. Conclusão: O conhecimento e as informações sobre o COVID 19  estão em franca expansão . As manifestações cardiológicas na faixa etária neonatal ainda são um grande desafio e necessitam ser observadas, avaliadas e vigiadas. A impressão inicial nestes raros casos é de que as lesões coronarianas nos RN’s seriam decorrentes do quadro inflamatório materno pelas citocinas liberadas durante a doença materna, porém muito têm que ser estudado globalmente no COVID 19, para se tornar possível um avanço diagnóstico e terapêutico.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021