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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Insuficiência Cardíaca Aguda Induzida pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pós SARS-COV-2

Renata Muller Couto, José Roberto Mattos, Andrei Carvalho Sposito, Otavio R Coelho-Filho, Matheus Ramos Dal Piaz, Felipe Alexandre Fraga , Adriana Aparecida Bau, Camila Nicolela Geraldo Martins , Maicon Felipe Ribeiro da Cruz , Marcelo Vial Felix de Sousa
UNICAMP - Campinas - São Paulo - Brasil

Introdução:A COVID 19, além do quadro respiratório, associa-se a miocardite e miopericardite, podendo levar a perda de função ventricular e insuficiência cardíaca (IC), aumentando a morbimortalidade destes pacientes.Relato:Paciente masculino de 21 anos, sem comorbidades, apresentou quadro de síndrome gripal leve, com diagnóstico de COVID 19 através de PCR positivo .Um mês após quadro viral, foi admitido devido linfonodomegalia cervical febril associada a abscesso retrofaríngeo, resolvida após antibióticoterapia intravenosa. Durante internação, evoluiu com dispneia progressiva e ortopneia, e na investigação de IC foi identificada elevação de troponina (25,04 ng/L) e NT-pro-BNP >12.979,0 pg/ml. Paciente submetido a ecocardiograma transtorácico (ECOTT), que demonstrou disfunção sistólica global leve do ventrículo esquerdo, derrame pericárdico leve, Fração de Ejeção (FE) Simpson = 40 % e strain longitudinal -11,5%. Ressonância (RM) cardíaca evidenciou FE 37 %, hipocinesia difusa e edema (hipersinal em T2 difuso), confirmando inflamação perimiocárdica e o diagnóstico de miopericardite inflamatória (figuras 1 e 2). Realizada ainda biópsia endomiocárdica no laboratório IKDT, Berlim, Alemanha (Figura 3) com pesquisa de painel viral (Enterovirus, PVB19, Coxsackievirus, Adenovírus, Epstein-Barr-Virus, Humanes Herpesvirus Type 6 e SARS-COV-2), que foi negativa. Apesar de não ter identificado vírus pela técnica de PCR, a imunohistoquimica (Figura 3B) mostrou inflamação intensa, com marcação e infiltração por linfócitos (CD3, LFA-1 e CD45R0) e macrófagos (Mac-1).Foi instituído tratamento com corticoterapia em dose imunossupressora (1 mg/kg de prednisona), associada a manejo farmacológico de IC com melhora completa do quadro relatado.ECOTT após 01 mês de alta hospitalar demonstrou recuperação completa da FE, e paciente seguiu assintomático (FE 50% e strain longitudinal -20%)Discussão:Manifestações cardíacas são comuns na COVID-19. Casos de miocardite foram relatados, mas poucos com biópsia endomiocárdica que excluíram outras causas virais, incluindo o SARS-COV-2 no miocárdio.O caso descrito se destaca por apresentação de IC grave com redução de FE em paciente jovem devido a síndrome inflamatória sistêmica após infecção por COVID 19, confirmada por biópsia, e com resolução completa após uso de corticoide.Figura 1: Eco com disfunção sistólica do VE.A-B: Eixo longo com hipocinesia difusa .C- Strain longitudinal global reduzida.Figura 2: RM (setas) edema (A) e realce tardio com padrão epicárdico(B)Figura 3: Biópsia endocárdica  procedimento(A) e imunohistoquimica(B) 

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021