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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

QUAIS AS BARREIRAS CLÍNICAS PARA EXECUÇÃO DA FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR FASE I DE PACIENTES DE PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA?

Eliete Pinto, Thiago Stepple, Michel Silva Reis
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil

Introdução: A Fisioterapia Cardiovascular na fase I na Reabilitação Cardiovascular (FTCV) é capaz recuperar a disfunção pulmonar e melhorar/preservar a capacidade funcional de pacientes clinicamente estáveis, realizando exercícios progressivos limitados entre 2–4 METS (equivalente metabólico). No entanto, algumas barreiras clínicas podem comprometer a progressão do protocolo de FTCV. Objetivo: Avaliar as barreiras clínicas durante a progressão do protocolo de FTCR para pacientes no pós-operatório de cirurgia cardíaca (CC) de uma unidade coronariana (UCO). Métodos: Estudo retrospectivo de 718 pacientes internados na UCO, sendo 211 de CC, no período de março/2017 a março/2018. Foram elegível pacientes internados na UCO de pós-operatório de CC por troca de valva ou revascularização do miocárdio. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro com CAAE: 39101114.2.0000.5257.O protocolo de FTCV foi realizado de forma progressiva do dia (D) 1 ao D5 do pós-operatório e foram registrados as barreiras clínicas que impediram a progressão do protocolo. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 58±11,5 anos, 68% pacientes eram do sexo masculino. O diagnóstico mais prevalente foi de doença arterial coronariana (28,6%), a cirurgia mais realizada foi a revascularização miocárdica (62%). Dos pacientes incluídos no programa, 58% não completaram o protocolo nos dias previstos, 23% concluíram sem intercorrências e 19% concluíram com intercorrências. No D3 houve maior número de insucesso, em que apenas 43% conseguiram realizar o que era proposto, sendo a instabilidade hemodinâmica o principal motivo para a não realização da FTCV. Conclusão: O protocolo de reabilitação cardíaca é importante, porém a instabilidade hemodinâmica foi a barreira clínica de maior prevalência limitando assim a execução de um protocolo adequado.

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