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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Treinamento físico resistido previne alterações metabólicas e autonômicas em um modelo de síndrome metabólica induzida por sobrecarga de frutose

Matheus Marcucci Borges, Adriano dos Santos, João Eduardo Izaías, Thayna Fabiana Ribeiro, Oscar Albuquerque de Moraes, Maria Cláudia Irigoyen, Íris Callado Sanches, Kátia Bilhar Scapini
Universidade São Judas Tadeu - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Estudos têm demonstrado associação entre disfunção autonômica cardiovascular e a síndrome metabólica (SM). Evidências clínicas e experimentais demonstram que o treinamento resistido é uma ferramenta importante para melhorar a disfunção autonômica cardiovascular em diferentes condições fisiopatológicas. Dessa forma, o objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos do treinamento resistido nas alterações metabólicas, hemodinâmicas e autonômicas em um modelo de SM induzida por sobrecarga de frutose. Métodos: Foram utilizados ratos Wistar (8 semanas de idade), divididos em 3 grupos: controle (C), frutose sedentário (FS), frutose treinado (FT). Os animais dos grupos FS e FT foram submetidos à sobrecarga de frutose (100g/L) na água de beber durante 10 semanas. O grupo FT realizou o treinamento resistido em escada vertical 5x/sem, durante 10 semanas, concomitantemente a administração de frutose. No início e ao final do protocolo foram mensuradas glicemia e triglicérides. Ao término do protocolo os animais foram canulados para registro direto da pressão arterial para posterior análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da pressão arterial sistólica . Posteriormente foi realizado o teste de tolerância a insulina. Os dados foram apresentados como média e erro padrão e analisados através de ANOVA one way, seguidos de post hoc de Tukey. Resultados: Não houve diferença entre os grupos no peso corporal, glicemia e triglicérides. Foi observado aumento do tecido adiposo branco, redução no KITT (C  4,02±0,16; FS 2,72±0,42; FT 4,19± 0,37 mg/dL%) e  incremento da pressão arterial média (C  114,8±2,05; FS 130,4±2,54; FT  120,8±3,55 mmHg) no grupo FS comparado ao C e FT. Quanto à VFC,  o grupo FS apresentou menor desvio padrão do intervalo de pulso em comparação com os grupos C e FT (C 8,92±0,72; FS 6,06±0,31; FT 8,42±0,73 ms) . e  maior banda de baixa frequência, indicativa de modulação simpática, tanto para o coração (C 2,11±0,28; FS 4,31± 0,82; FT 2,28±0,48 ms2) quanto para os vasos (C 3,76±0,47; FS 5,70±0,51; FT 3,75±0,25 ms²), comparado ao C e ao FT. Conclusão: A sobrecarga de frutose promoveu aumento do tecido adiposo branco, resistência à insulina, incremento nos níveis pressóricos, bem como disfunção autonômica cardiovascular, evidenciada pela redução da VFC e aumento da modulação simpática para o coração e para os vasos, enquanto o treinamento resistido foi capaz de prevenir ou atenuar essas alterações deletérias.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021