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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

TRATAMENTO COM ENALAPRIL É POTENCIALIZADO PELA ASSOCIAÇÃO COM TREINAMENTO FÍSICO: IMPACTO FUNCIONAL, CARDIOVASCULAR E NA LESÃO DE ÓRGÃO-ALVO

Maycon Junior Ferreira, Michel Silva, Tânia Shecaira, Gabriel Silva, Nathalia Bernardes, Danielle Dias, Débora Kimura, Guiomar Gomes, Maria C. Irigoyen, Kátia De Angelis
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, UNINOVE - São Paulo - SP - Brasil, USJT - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Evidências demonstram que não só valores elevados de pressão arterial (PA), mas também, e de forma independente, o aumento da variabilidade da PA (VPA) estão associados a lesões de órgão-alvo de hipertensos. Além da terapia farmacológica, o treinamento físico (TF) tem sido recomendado para o manejo da hipertensão, no entanto, a associação destas terapias foi pouco estudada após a menopausa. Objetivo: Avaliar os efeitos do tratamento com Maleato de Enalapril associado ou não ao TF concorrente em parâmetros hemodinâmicos, autonômicos e de função e lesão renal em modelo de hipertensão e menopausa. Métodos: Ratas (SHR, 90 dias/vida) foram distribuídas em: sedentárias (S), ooforectomizadas sedentárias (OS), ooforectomizadas sedentárias tratadas com Enalapril (OSE) e ooforectomizadas treinadas e tratadas com Enalapril (OTE). A ooforectomia consistiu na retirada bilateral dos ovários. Enalapril (3mg/kg-8 sem) foi dissolvido em água de beber. O TF (moderado) foi realizado 3 dias/sem por 8 semanas. A PA foi registrada de forma direta e a sensibilidade barorreflexa foi avaliada pela infusão de drogas vasoativas. A VPA foi avaliada no domínio do tempo e frequência. Foram avaliados parâmetros funcionais e histológicos em tecido renal. Resultados: Apenas o grupo OTE apresentou melhora da capacidade aeróbia e de resistência de carga (p<0,0001). Os grupos OSE e OTE apresentaram menor PA, tanto sistólica (OSE:168±6; OTE:169±16) e média (OSE:147±6; OTE:148±14) em relação ao grupo S (PAS:196±20; PAM:167±16) e OS (PAS:205±15; PAM:176±16), quanto diastólica (OSE: 128±6 e OTE:127±14) comparado com o grupo OS (PAD:151±20). Bradicardia de repouso foi observada somente no grupo OTE (332±24) comparado aos grupos S (384±29) e OS (376±24). Somente o grupo OTE promoveu melhora das respostas taquicárdicas e bradicárdicas do barorreflexo (OTEvs.OS). Além disso, o grupo OTE apresentou redução da variância (OTE:31,9±8 vs. S:59,2±22 e OS:63,0±22) e do componente de baixa frequência da PA sistólica (OTE:7,6±4 vs. S:20,4±8 e OS:17,5±7) comparado aos grupos S e OS. A associação Enalapril+TF induziu maior clearance de creatinina em relação ao grupo OS (p<0,05) e menor alteração túbulo intersticial comparado aos grupos OS e OSE (p<0,05). Conclusão: Somente a associação das terapias foi capaz de induzir melhora da VPA, acompanhada de menor lesão renal, reforçando a importância de um estilo de vida fisicamente ativo em associação ao tratamento farmacológico no manejo das complicações associadas a morbimortalidade de hipertensos.

Apoio financeiro: FAPESP (2019/06277-0), CAPES, CNPq.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021