SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Síndrome do roubo da subclávia

João Victor Brum, Luciano Moreira Baracioli, Filomena Barbosa Gomes Gala, André Franci, Bruno Soares da Silva Rangel, Amanda Batalha Pereira, Ana Luisa Souza Nascimento, Marco Antônio de Jesus Nascimento, Thiago Rezende Alves Silva, Vanessa Bastos Batista
HOSPITAL SIRIO LIBANÊS - - - BRASIL

Introdução: A síndrome do roubo da subclávia (SRS) é uma doença rara, tendo em vista a grande rede de colaterais do ombro. O roubo ocorre quando há uma obstrução/oclusão na artéria subclávia capaz de gerar uma inversão no fluxo por um menor valor pressórico na subclávia, fazendo com que o sangue flua da artéria vertebral contralateral até a basilar e posteriormente o fluxo inverta, adotando sentido caudal pela artéria vertebral ipsilateral a obstrução. Em pacientes submetidos a exames de imagem, a inversão do fluxo é encontrada em cerca de 2,5% dos casos, sendo a maioria dos pacientes assintomáticos. O fator de risco mais comum é a aterosclerose, havendo maior incidência nos homens e acometimento mais frequente na porção proximal da artéria subclávia esquerda. A síndrome manifesta-se por  isquemia da região vertebrobasilar, resultando em vertigem, diplopia e parestesia de membro superior, podendo culminar em acidente vascular encefálico. O evento clínico pode ser precipitado por exercícios físico realizados com o membro em que há obstrução, em decorrência da vasodilatação, que resulta em uma maior inversão do fluxo.

 Relato de caso: Paciente masculino, 70 anos, atividade física regular e sem comorbidades, apresenta vertigem associada a diplopia durante corrida matinal, buscando atendimento após oito horas. Ao exame físico, apresentava-se com um sopro sistólico em carótida esquerda. A ressonância magnética do crânio evidencia hipersinal em difusão com restrição e tênue alteração em T2/Flair na porção paramediana esquerda da ponte, compatível com acidente vascular encefálico. A angioressonência de carótidas e vertebrais revela obstrução de 50% no óstio da subclávia esquerda. O paciente foi submetido a  tratamento com antiplaquetário e hipolipemiante, com posterior intervenção da obstrução com angioplastia e implante de stent.

 Conclusão: A SRS é uma causa rara de hipoperfusão cerebral, podendo resultar em acidente vascular encefálico e déficit irreversível. Assim, essa doença deve ser lembrada como possível etiologia diante de pacientes com sintomas neurológicos focais, uma vez que o seu manejo adequado evita que haja recorrência do quadro, o que promove impacto significativo na redução da morbimortalidade desses indivíduos.

 

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021