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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Síndrome Coronariana Aguda em Paciente com COVID-19 e Bloqueio de Ramo Esquerdo: relato de caso

TEODORO, J.V.T., REIS, M.F.A., OLIVEIRA, K.C.G., GARCEZ, M.M., RITOSSA, L.A.S., ÁVILA, A.N.M., FERREIRA NETO, J.M., PEREIRA, A.M.B., MARTINO, F., VILELA, P.H.M.
Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Uberaba - MG - Brasil

INTRODUÇÃO: COVID-19 é uma doença infecciosa marcada pelo acometimento respiratório. Entretanto, também apresenta complicações cardiovasculares importantes, como síndrome coronariana aguda e arritmias. Ademais, está associada a maior mortalidade especialmente em pacientes com doença cardiovascular pré-existente. RELATO DO CASO: Paciente hipertenso e dislipidêmico, 61 anos, queixa de angina aos pequenos esforços há 10 dias, com melhora após repouso de aproximadamente 10 minutos e sem medicação. Uma semana depois, apresentou diarreia e fadiga e realizou teste de antígeno para COVID-19, que veio positivo. Há 1 dia, notou queda de saturação e procurou unidade de pronto atendimento, send logo encaminhado para unidade de terapia intensiva de hospital terciário. Neste período, iniciou quadro de dor torácica intermitente, que piorou algumas horas depois, sendo solicitado o eletrocardiograma. Evidenciou-se bloqueio de ramo esquerdo (BRE) Sgarbossa-positivo. Iniciou-se ácido acetilsalicílico 300mg, clopidogrel 300mg e dipirona. Diante disso, paciente foi encaminhado para realização de cateterismo, em que observou trombo suboclusivo em artéria coronária descendente anterior. DISCUSSÃO: O COVID-19, por ser uma doença significativamente inflamatória, gera preocupação em virtude do aumento de fenômenos tromboembólicos micro e macrovasculares em diferentes órgãos, como o coração. Em se tratando de consequências desta patologia, a infecção pelo Sars-CoV 2 promove lesão endotelial pela entrada do vírus nas células através da enzima conversora de angiotensina 2. Ademais, a elevada viremia, a hipóxia e a resposta inflamatória promovem um estado de hipercoagulabilidade pela presença de citocinas e pelo downregulation da antitrombina e da proteína C. Este processo trombogênico está associado, dentre outros fatores, à endotelite decorrente da infecção viral e da consequente degranulação e exocitose de Fator de von Willebrand pelos corpos de Weibel Palade, promovendo agregação de plaquetas e eventual formação de trombos. Soma-se a esses fatores outro componente da tríade de Virchow, o período em que a paciente esteve imobilizada (estase sanguínea). Os critérios de Sgarbossa foram utilizados para identificar presença de infarto agudo do miocárdio com supra de ST perante bloqueio de ramo esquerdo. CONCLUSÃO: Por ser uma patologia altamente associada a fenômenos tromboembólicos, pacientes com COVID-19 precisam de maior atenção frente a ocorrência de síndrome coronariana aguda, sendo imprescindível avaliar a presença de BRE nestes casos.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021