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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

A importância dos métodos de imagem no diagnóstico diferencial de cardiopatia hipertensiva e cardiomiopatia hipertrófica 

Marina Passos Pizzitola, Paula Santiago Teixeira, Yona Afonso Francisco, Maria Teresa Nogueira Bombig, Marly Maria Uellendahl Lopes, Dirceu R. Almeida, Rui Póvoa
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: a cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a doença cardíaca genética mais comum no mundo e pode ser assintomática e/ou apresentar eventos de morte súbita, sendo essencial o diagnóstico adequado e precoce por meio de métodos de imagem. Objetivo: relatar caso de diferenciação entre cardiopatia hipertensiva (CH) e CMH. Método: caso acompanhado em ambulatório de instituição acadêmica. Relato: homem de 31anos procurou pronto socorro (PS) por angina típica referindo pressão alta não tratada, exame físico PA 140X85 mmHg sem outras alterações, eletrocardiograma (ECG) com critérios clássicos para hipertrofia ventricular esquerda (HVE) e alterações da repolarização ventricular (Figura A), marcadores de necrose miocárdica com aumento discreto, permaneceu em observação no PS por 48 horas e recebeu alta para acompanhamento ambulatorial com prescrição de losartana e atenolol. No setor realizou monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) de 24 horas sem uso de medicação anti-hipertensiva tendo níveis pressóricos normais (vigília e sono respectivamente 112x65 e 106x51 mmHg) confirmando a hipótese de hipertensão do avental branco. Realizou ecocardiograma (ECO); 2 exames; sendo um deles realizado fora da nossa instituição que foram normais e angiotomografia de coronárias (escore de cálcio zero e sem obstruções coronarianas). Realizou ressonância nuclear magnética (RNM) de coração que mostrou aumento da espessura miocárdica de ventrículo direito (VD), hipertrofia miocárdica assimétrica de predomínio septal acometendo também paredes anterior e lateral do ventrículo esquerdo (VE) com maior espessura em segmento inferoseptal medial (25mm), presença de realce tardio mesocárdico em inserções superior e inferior do VD no septo interventricular e realce tardio heterogêneo em segmentos anteroseptal e inferoseptal mediobasal, massa de fibrose miocárdica 6,4g (2,2% da massa total do VE) típicos de CMH de predomínio septal com envolvimento associado do VD (Figuras B-F)Discussão: este caso chama a atenção pelo fato de tratar-se de paciente com apresentação clínica de angina típica, hipertensão, critérios de HVE pelo ECG não confirmada pelo ECO e RNM de coração que caracterizou a CMH. Conclusão: a avaliação multimodal com técnicas diagnósticas complementares associada a história clínica, critérios eletrocardiográficos de HVE sem a correspondência com as imagens ao ecocardiograma foram úteis para definir o diagnóstico da cardiomiopatia. 

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021