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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

TREINAMENTO FÍSICO AERÓBIO IMPEDE PREJUÍZOS CARDIOVASCULARES INDUZIDOS PELO TRATAMENTO CRÔNICO COM CLORIDRATO DE CETAMINA EM RATOS WISTAR

Fernanda Queiroz de Mello-Silva, Adriano dos Santos , Lucas Porto Fernandes dos Santos , Thayná Fabiana Ribeiro Batista , Katia De Angelis , Maria Claudia Irigoyen , Nathalia Bernardes , Kátia Bilhar Scapini , Iris Callado Sanches
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, USJT - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O cloridrato de cetamina é um fármaco que vem sendo muito utilizado para tratar a depressão. Entretanto, cada vez mais surgem evidências de seus efeitos prejudiciais para o sistema cardiovascular. Por outro lado, o treinamento físico aeróbio é famoso por promover benefícios cardiovasculares em situações fisiológicas e patológicas. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do treinamento físico sobre morfometria e função cardíacas, parâmetros hemodinâmicos e autonômicos em ratos Wistar tratados com cloridrato de cetamina. Métodos: Para isso, 24 ratos Wistar foram divididos em 4 grupos (n=6 em cada): controle (S), treinado (T), tratado com cloridrato de cetamina sedentário (SC) e treinado (TC). O tratamento com cloridrato de cetamina foi realizado 3 vezes por semana, durante 8 semanas (ip, 10mg/kg). O treinamento físico foi aeróbio em esteira (50-70% da capacidade máxima de corrida, 1 hora/dia, 5 dias/semana, 6 semanas). Ao final do protocolo, foi realizada avaliação ecocardiográfica, e canulação e registro direto de pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (CODAS, 2kHz). A sensibilidade barorreflexa foi avaliada com doses crescentes de fenilefrina e nitroprussiato de sódio. Além disso, foi realizada a análise da modulação autonômica cardiovascular no registro basal. Resultados: O tratamento crônico com cloridrato de cetamina induz perda de peso corporal, aumento adicional na capacidade de corrida nos animais treinados (vs. animais treinados controles), redução na fração de encurtamento do ventrículo esquerdo, aumento da PA, aumento da frequência cardíaca, e prejuízo na taquicardia reflexa comandada pelo barorreflexo. Por outro lado, o treinamento físico aeróbio impediu os prejuízos hemodinâmicos, visto que os animais treinados tratados com cetamina não apresentaram redução na fração de encurtamento do VE, nem aumento de PA, nem prejuízo na taquicardia reflexa. Além disso, o TF promoveu bradicardia de repouso (grupos T e TC). Conclusões: Esses resultados demonstram o papel protetor do treinamento físico, impedindo o aparecimento de prejuízos cardiovasculares após o uso crônico de cloridrato de cetamina, sugerindo que o treinamento físico deva ser recomendado como coadjuvante no tratamento de pacientes que fazem uso desse fármaco.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021