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10 a 12 de junho de 2021

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FARMACODERMIA RELACIONADA AO USO DA LOSARTANA: RELATO DE CASO

Milenna Padovani, Lynnie Oberg Arouca, Tiberio Augusto Oliveira Costa, Murillo de Oliveira Antunes, Thayline Lima Pratas da Costa, Caio Vitor Zeitune Pereira, Marcos Leoni Silva Cardoso
Universidade São Francisco - Bragança Paulista - São Paulo - Brasil

INTRODUÇÃO: Pacientes hipertensos são expostos a um amplo número de classes medicamentosas, principalmente porque com frequência há comorbidades associadas.  O uso de fármacos está atrelado ao aparecimento de reações adversas, fato que pode comprometer a continuidade do tratamento. Entre as reações, a farmacodermia é uma possibilidade e é definida como qualquer efeito indesejável que o uso de um medicamento produz na estrutura ou função da pele, anexos ou até mesmo em mucosas. As reações geralmente ocorrem comumente por excesso da dose do medicamento, efeitos colaterais do próprio, efeito tóxico, idiosincrasia, interação medicamentosa ou alergia.  As drogas que estão mais relacionadas a esse tipo de reação são: antibióticos, anti-inflamatórios, quimioterápicos, anticonvulsivantes e psicotrópicos. Em relação aos anti-hipertensivos, o Bloqueador de Receptor de Angiotensina II (BRA) é a classe que causa menos efeito colateral, sendo rara a farmacodermia presente no caso a ser apresentado. 

MÉTODOLOGIA: relato de caso.

RELATO: G.D.G, masculino, 35 anos, hipertenso em uso de Losartana há 1 mês. Procura ajuda médica com queixa de lesões escamativas hiperemiadas não pruriginosas há 29 dias dias que se iniciou em tronco superior e espalhou para face, membros superiores e inferiores, sem atingir mucosas. Durante esse período fez uso de Prednisona 40 mg, Benzetacil, Clavulin e anti-histamínico, sem melhora do quadro clínico. Nega fatores acompanhantes, antecedentes de alergias ou uso de outras medicações. Ao exame físico observou-se eritrodermia acometendo aproximadamente 70% da superfície corporal, com padrão descamativo sem presença de pus, poupando mucosas. Pressão arterial 130 x 90 mmHg, frequência cardíaca 100 bpm, temperatura 37,4º C. Avaliado no pronto socorro sob a hipótese de farmacodermia por hipersensibilidade ao Losartana. Realizou-se biópsia de pele que evidenciou dermatite superficial com discreta ectasia vascular e achados histológicos que correspondem à hipótese clínica de farmacodermia. Com isso, as providências a serem tomadas incluíram a suspensão imediata do uso do medicamento.

CONCLUSÃO: O caso relatado acima trata-se de farmacodermia gerada por Losartana. Sabe-se que este medicamento é geralmente bem tolerado; seus efeitos adversos são, em geral, de leves e transitórios e não necessitam da descontinuação do tratamento, raramente sendo relatada erupção cutânea. Como descrito em literatura, os anti-histamínicos de uso comum não são eficazes nestes casos, sendo necessária a substituição para outra classe de anti-hipertensivo.

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