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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PERFIL CLÍNICO E SOCIODEMOGRÁFICO DE PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA NO ESTADO DE SERGIPE

Gustavo Venicius , Adão Renato , Luana Cardoso, Arthur Tavares, Ana Liz Matos , Gabriela Oliveira , Cleidinaldo Ribeiro, Eduesley Santana
Universidade Federal de Sergipe - Lagato - Sergipe - Brasil

INTRODUÇÃO: Evidências científicas demonstram que a Insuficiência Cardíaca (IC) é considerada um problema de saúde pública em consequência dos altos custos hospitalares demandados para o seu manejo e aos elevados índices de reinternação e mortalidade. Este estudo teve como objetivo identificar as características clínicas, demográficas e o estilo de vida de pacientes com insuficiência cardíaca descompensada em Sergipe. MÉTODOS: Recorte de um Ensaio Clínico Randomizado e controlado, cadastrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos sob número RBR-8dymr8, norteado pelo enunciado CONSORT na sua execução. Realizado em 4 hospitais no estado de  Sergipe, entre o período de dezembro de 2018 a março de 2020, aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa (Parecer número 2.897.628). A amostra foi definida a partir dos seguintes critérios: pacientes de ambos os sexos, com idade superior a 18 anos, diagnóstico médico de IC com disfunção sistólica (Fração de Ejeção ≤ 49% pelo ecocardiograma) e internados por descompensação do quadro clínico relacionado. Foram excluídos os pacientes sem contato telefônico; com problemas visuais, auditivos e/ou de locomoção incapacitantes às atividades de vida diária; classificação funcional IV pela New York Heart Association; que estejam participando de outra pesquisa com mesma temática; internados para realização de procedimentos cirúrgicos não relacionados à IC; residam em município com mais de 100 km de distância de um dos hospitais de alocação e com déficit cognitivo. RESULTADOS: A amostra compôs-se de 148 pacientes, homens (53%), com 63±15 anos, pardos (49%), localizados em municípios diferentes do hospital de inclusão (50%), com escolaridade de 1 a 7 anos (41%), 87% moravam com a família e possuíam renda mensal de um salário mínimo (53%). Com relação aos hábitos de vida, 50% ex tabagistas, 49% não etilistas, 21% praticavam atividades físicas e 95% estavam com esquema vacinal atualizado. No que diz respeito ao perfil clínico, 35% possuíam IC >5 anos, 29% de etiologia valvar e 29% hipertensiva, classe funcional III (51%), com FEVE 48±16, 73% acometidos por Hipertensão Arterial Sistêmica e 36% por Diabetes Mellitus. Quanto à terapia farmacológica 56% utilizavam furosemida e 47% ácido acetilsalicílico e metoprolol/carvedilol. CONCLUSÃO: Os resultados expressam a necessidade de uma assistência que vise redução das manifestações clínicas, reinternações e mortalidade por meio de estratégias de enfrentamento e cuidado domiciliar.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021