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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

RELATO DE CASO DE INFARTO ESPLENICO CARDIOEMBÓLICO PÓS COVID 19

Maísa Cordeiro Consolin, Murillo de Oliveira Antunes, Jessé Rodrigues de Moraes
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA - ATIBAIA - SÃO PAULO - BRASIL, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SÃO FRANCISCO - Bragança Paulista - SAO PAULO - BRASIL

INTRODUÇÃODas repercussões sistêmicas graves relacionadas ao SARS-CoV-2 a destaca-se a miocardite e suas consequências. Do 7º ao 12º dia dos sintomas complicações são frequentemente relatadas. A manifestação grave da infecção é marcada por uma resposta inflamatória imunológica acentuada podendo atingir o miocárdio e evoluir com acinesias e geração de trombos que podem ganhar a circulação sistêmica ocasionando trombose e isquemia de diversos tecidos. OBJETIVO Apresentar caso clínico em que um paciente diagnosticado com Covid-19 apresentou possível miocardite cursando com infarto esplênico de provável causa cardioembólica. RELATO DO CASO Paciente do sexo masculino, 59 anos, hipertenso, deu entrada no serviço de pronto atendimento com queixa de dor abdominal aguda mais localizada em flanco esquerdo. Referia também um episódio de febre ha 3 dias. Realizada Tomografia Computadorizada (TC) de abdome que evidenciou infarto esplênico agudo. Admitido em leito internação para seguimento e investigação apresentou sintomas gripais e queda de saturação de oxigênio. Realizada tomografia (TC) de tórax com 50% de acometimento em vidro fosco e PCR para COVID com resultado positivo durante a internação. Em ecocardiograma fora constatado também formação de trombo intracavitário em ventrículo esquerdo (VE) e acinesia anterior e septal, corroborando com a suspeita de miocardite como precursora do evento embolico esplênico. Acompanhante traz exame prévio do paciente realizado em rotina anual com cardiologista em que havia apenas discreta disfunção de VE , sem trombos constatados alem de cintilografia miocárdica sem sinais de isquemia. Paciente iniciou então oxigenoterapia e demais medidas clinicas para Covid 19 incluindo anticoagulação, evoluindo com reversão da trombose e desmame de oxigênio suplementar, sem necessidade de esplenectomia ou intubação. CONCLUSÃO Diante da pandemia de coronavirus e suas repercussões ainda pouco conhecidas deve-se atentar para quaisquer pequenos achados na evolução clinica do paciente, a despeito da epidemiologia conhecida, pois mesmo sintomas simples como dor abdominal podem refletir complicações, por vezes raras, que mudam o prognostico e conduta do paciente. 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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