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INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO POR DISSECÇÃO ESPONTÂNEA DE ARTÉRIA CORONÁRIA: DESAFIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO

Luma Sousa Alencar Alexandre, Paula Santiago Teixeira, Gabriela Menichelli Medeiros, Moreira, AC, Lara Reinel de Castro, Henrique Tria Bianco, Maria Eduarda Menezes de Siqueira, Marcelo Ferraz Sampaio
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

Introdução: Dissecção espontânea de artéria coronária (DEAC) é definida como dissecção de coronária epicárdica sem associação com aterosclerose, trauma ou dissecção iatrogênica. O mecanismo de injúria miocárdica está relacionado com obstrução do lúmen por hematoma intramural. Importante causa de infarto em jovens, principalmente mulheres. Corresponde a menos de 1% dos casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) e 15-20% dos infartos ocorridos durante gestação ou periparto.

 

Objetivo: Enfatizar a complexidade diagnóstica e terapêutica da DEAC.

 

Métodos: Relato de caso com análise prontuário.

 

Relato de Caso:  Paciente de 37 anos, feminino, 3° dia pós-parto cesariano de recém-nascido (RN) com cardiopatia congênita complexa - hipoplasia de ventrículo esquerdo. Iniciou dor torácica típica após estresse emocional (visita do RN em Unidade de Terapia Intensiva). Eletrocardiograma com alteração dinâmica do segmento ST e marcadores de necrose miocárdica negativos. Angiotomografia de coronárias demonstrou hipodensidade perivascular no tronco da coronária esquerda, descendente anterior e circunflexa sugestivas de DEAC. Coronariografia confirmou achado e instituiu-se tratamento conservador. Evoluiu com taquicardia ventricular e instabilidade hemodinâmica, realizada angioplastia da artéria coronária descendente anterior com sucesso.DEAC no periparto é rara, porém quando ocorre está associada ao aumento na prevalência de acometimento de tronco coronária esquerda, multiarterial e de IAM com supradesnivelamento de segmento ST (64%), além de diminuição da fração de ejeção. A apresentação nesse período está associada a manifestações mais graves como choque cardiogênico (24%), parada cardiorrespiratória (14%) e óbito materno (4.5%). Em somente 3-5% dos casos de DEAC ocorrem arritmias ventriculares. A decisão de tratar de forma clínica ou com revascularização é complexa. Mais de 80% dos pacientes podem ser tratados de forma clínica com sucesso. Intervenção coronária percutânea (PCI) está associada a altas taxas de complicações e resultados subótimos, sendo reservada a casos em que a oclusão é proximal, instabilidade hemodinâmica e/ou elétrica, ou na ocorrência de progressão da oclusão após tratamento conservador inicial. Revascularização cirúrgica é indicada quando PCI falha ou é de alto risco.

 

Conclusão: DEAC necessita de diagnóstico acurado e rápido tendo em vista que impacta no manejo. DEAC gestacional/puerpério é rara e potencialmente fatal. A abordagem terapêutica continua desafiadora. 

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