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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

CARDIOMIOPATIA NÃO COMPACTADA COMO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DOR TORÁCICA

Luma Sousa Alencar Alexandre, Paula Santiago Teixeira, Luis Alfredo Heredia Cuellar, Livia timbó Catunda Bezerra, Gabriela Menichelli Medeiros Coelho, Marcos Damião Candido Ferreira, Gustavo Feitosa,, Lara Reinel de Castro, Dirceu R. Almeida, Marcelo Ferraz Sampaio
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

Introdução: A miocardiopatia não compactada (MCNC) é patologia decorrente de falha da compactação miocárdica entre a 5 ª e 8ª semana de gestação. Pode ser esporádica ou familiar, havendo indicação de rastreamento familiar (12-50% dos pacientes apresentam história familiar positiva). Constitui causa rara de dor torácica (0,8% dos casos analisados por RMC). Possui apresentação clínica heterogênea, porém a maioria dos pacientes exibem sintomas de falência ventricular esquerda (em consequência de disfunção microcirculatória e hipoperfusão subendocárdica crônica), sendo os mais comuns: dispneia (79%) e precordialgia (26%). Fibrilação atrial e taquicardia ventricular são sinais frequentes.

Objetivo: Enfatizar importância de diagnóstico diferencial de dor torácica. 

Método: Relato de caso de caso acompanhado.

Relato de caso: Paciente, 54 anos, feminino, antecedente de transtorno depressivo, sem demais comorbidades. Admitida por dor precordial atípica associada a edema de membros inferiores. Marcadores de necrose miocárdica negativos. Eletrocardiograma apresentava alteração difusa da repolarização ventricular, sem sinais de isquemia aguda. Ecocardiograma transtorácico evidenciou fração de ejeção de 49%, hipocinesia difusa e hipertrabeculação apical e lateral (figura B). Ecocardiograma com estresse farmacológico negativo para isquemia. Ressonância magnética do coração (RMC) evidenciou trabeculação na cavidade ventricular esquerda nas regiões do ápice, porção médio-apical da parede lateral e porção média da parede anterior, sendo a relação de miocárdio não compactado/compactado = 2,5 ~ 2,7 (figuras A e C). Evoluiu assintomática, sendo então iniciada anticoagulação oral e betabloqueador.

Conclusão: MCNC é causa rara e subdiagnosticada de dor torácica, mas deve-se atentar para seu reconhecimento como diagnóstico diferencial. 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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