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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

FATORES PSICOSSOCIAIS DA ADESÃO AO USO DA INSULINA NO DIABETES MELLITUS TIPO 2

MARIANE KARIN DE MORAES OLIVEIRA, Uiara Aline de Oliveira Kaiser, Fernanda Freire Jannuzzi, Henrique Ceretta Oliveira, Thaís Moreira São-João, Marilia Estevam Cornélio, Neusa Maria Costa Alexandre, Maria-Cecília Gallani, Roberta Cunha Matheus Rodrigues
FACULDADE DE ENFERMAGEM - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - CAMPINAS - SÃO PAULO - Brasil

Introdução: A adoção de um estilo de vida saudável e a adesão ao tratamento medicamentoso são essenciais para o controle do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Porém, a adesão ao tratamento é muitas vezes subótimo. A Teoria do Comportamento Planejado (TPB) tem sido utilizada para identificar os determinantes dos comportamentos em saúde e para planejar intervenções. Objetivo: Este estudo teve como objetivo, identificar, com base na TPB, os fatores psicossociais da adesão ao uso de insulina em pacientes com DM2 em seguimento ambulatorial. Métodos: Estudo do tipo longitudinal, preditivo, com coleta de dados na abordagem inicial (T0) e após três meses (T1), reportado de acordo com STROBE. Na abordagem inicial foram obtidos dados sociodemográficos, clínicos, medidas de adesão ao tratamento com insulina (medida subjetiva do comportamento de adesão, proporção de doses e a avaliação global da Adesão), dosagem da hemoglobina glicada (HbA1c) e medida das variáveis psicossociais da TPB - Intenção, Atitude, Norma Percebida e Controle Percebido. Em T1, foram novamente obtidas as medidas de adesão à insulina e a dosagem da HbA1c. Análises de regressão linear múltipla, via modelos lineares generalizados, foram utilizadas para identificar os determinantes diretos da adesão e para testar a capacidade destes determinantes e da Intenção em predizer HbA1c. Análise regressão de Poisson foi utilizada para testar a capacidade da Intenção em predizer a adesão ao uso da insulina. Resultados: A intenção foi preditora da adesão à insulina, quando considerada a proporção de doses e a medida subjetiva do comportamento de aderir à insulina. Assim, a cada aumento de um ponto no escore da intenção houve um aumento médio de 11,4% na proporção de adesão ao uso da insulina e de 24% na probabilidade de a pessoa aplicar a insulina todos os dias ou praticamente todos os dias. As variáveis psicossociais da TPB e a Intenção não foram preditoras da HbA1c, ao final de três meses. Conclusão: A intenção foi o único determinante direto do comportamento de aderir ao uso da insulina. Estudos de intervenção com uso de estratégias motivacionais são recomendados para promover a adesão ao tratamento com insulina em pacientes com DM2 em seguimento ambulatorial.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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