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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EFEITOS DO TREINAMENTO FÍSICO AERÓBICO EM MODELO EXPERIMENTAL DE ATEROSCLEROSE E MENOPAUSA: PERFIL HEMODINÂMICO, FUNÇÃO E ESTRUTURA CARDÍACA, MODULAÇÃO AUTONÔMICA CARDIOVASCULAR E SENSIBILIDADE BARORREFLEXA.

Bruno Nascimento-Carvalho, Bruno Durante da Silva, Maikon Barbosa da Silva, Adriano dos Santos, Thayna Fabiana Ribeiro, Nicolas da Costa-Santos, Leandro Ezequiel de Souza, Sergio Catanozi, Iris Callado Sanches, Maria Claudia Irigoyen
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, Universidade São Judas Tadeu - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: O envelhecimento aumenta o risco cardíaco induzido pela aterogênese e mulheres na fase da menopausa apresentam piores desfechos cardiovasculares. Por outro lado, o treinamento físico é uma importante conduta não-farmacológica utilizada para promoção de benefícios sistêmicos em populações expostas. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar efeitos do treinamento físico em desfechos hemodinâmicos, função e estrutura cardíaca, modulação autonômica cardiovascular e sensibilidade barorreflexa em modelo experimental de aterosclerose e menopausa. Métodos: Para isso, foram utilizados 24 camundongos fêmeas ApoE-KO divididas em três grupos (n=8 cada): grupo controle com 6 meses de vida (C), grupo na menopausa com 15 meses de vida (M) e grupo na menopausa treinado com 15 meses de vida (MT). O treinamento aeróbico teve duração de 6 semanas (5 dias por semana, duração de 1 hora e intensidade entre 60-70% da capacidade máxima de corrida). Ao final do protocolo, os animais foram submetidos à ecocardiografia e registro direto da pressão arterial após a realização do procedimento de canulação. Na sequência, foram realizados testes para medir modulação autonômica cardiovascular e a sensibilidade barorreflexa. Resultados: A menopausa induziu disfunção diastólica (E’/A’: C 2,12±0,33; M 1,06±0,26; MT 1,05±0,10), redução na sensibilidade barorreflexa (Resposta taquicárdica reflexa: C 5,87±0,93; M 2,45±0,76; MT 2,96±0,46 bpm/mmHg) e da variabilidade da frequência cardíaca (DP-IP: C 4,61±0,88; M 1,10±0,06; MT 2,78±0,37 ms; RMSSD: C 4,41±0,71; M 0,99±0,07; MT 1,42±0,11 ms) (Potência total: C 8,35±1,56; M 0,54±0,16; MT 3,12±0,68 ms) que não se alteraram após o treinamento físico. Além disso, animais treinados apresentam parâmetros hemodinâmicos (PAM: C 109,40±3,46; M 130,50±6,31; MT 119,80±1,43 mmHg; FC: C 551±39; M 705±19; MT 613±20 bpm), e sensibilidade barorreflexa espontânea dentro da normalidade (índice alfa: C 1,48±0,39; M 0,31±0,04; MT 0,89±0,21 bpm/mmHg) (rampas totais: C 109,4±29,33; M 31,83±9,07; MT 81,11± 15,51 n), e adaptações benéficas na modulação autonômica cardíaca (VAR-IP: C 24,33±9,33; M 1,25± 0,10; MT 8,81±1,99 ms2) e vascular (DP-PAS: C 3,61±0,43; M 6,43±0,78; MT 4,78±0,60 mmHg; e VAR-PAS: C 14,08±2,76; M 46,90± 7,77; MT 25,42±6,34 mmHg2). Conclusão: Os resultados indicam que o treinamento físico promoveu benefícios hemodinâmicos e autonômicos em modelo experimental de aterosclerose e menopausa, e pode ser considerado uma importante estratégia não-farmacológica para reduzir o risco cardiovascular induzido pela aterosclerose na menopausa.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021