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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Angioplastia complexa em paciente multiarterial com auxílio de dispositivo de assistência ventricular.

Jose Carlos Albuquerque da Silva, Antonio Fernando Diniz freire , Diego Carter Campanha Borges, Pedro Felipe Gomes Nicz, Ricardo Cavalcante e Silva, Pedro Henrique M. Craveiro de Melo, Fábio Sândoli de Brito Jr
Hospital São Camilo - São Paulo - SP - Brasil

Caso: Mulher, 60 anos, HAS e DM, admitida com IAMSST, sendo submetida a cineangiocoronariografia, com  padrão multiarterial com lesões críticas e calcificação intensa da ADA e ramo marginal da ACX. Como paciente estável, discutido em Heart team e optado por tratamento percutâneo das lesões com auxílio de aterectomia rotacional e dispositivo de assistência ventricular, uma vez considerada angioplastia de alto risco (FE 38%, padrão multiarterial, DM).

 

Realizada punção da AFE para implante de Impella (14F) com posicionamento no Ventrículo Esquerdo, fornecendo um fluxo de 2,5 L/min, mantendo a PAM da paciente em torno de 70 mmHg. Prosseguido com aterectomia rotacional da ADA com oliva 1,5 mm e posteriormente ATC com implante de balão farmacológico no terço médio/distal da ADA e implante de stent farmacológico no óstio/terço proximal. Paciente evoluiu com necessidade de Noradrenalina e Dobutamina durante o procedimento e optado por realizar a ATC da ACX em um segundo momento, mantendo o dispositivo de assistência ventricular durante a permanência na UTI. Realizada ATC da ACX 2 dias após o primeiro procedimento, com necessidade de rotablator devido intensa calcificação. Realizado implante de stent farmacológico no óstio da ACX e finalizado com kissing balloon entre ACX e ADA com sucesso. O dispositivo impella foi retirado após 1 dia do procedimento, porém paciente acabou evoluindo com pseudoaneurisma com necessidade de injeção de trombina. 

Discussão e conclusão:O impella é um dispositivo de suporte circulatório cuja  finalidade é melhorar o débito cardíaco , a perfusão coronariana e tecidual, além de diminuir o trabalho miocárdico e o consumo de oxigênio. Suas indicações são choque cardiogênico pós-IAM, assistência durante cirurgia cardíaca e na angioplastia de alto risco. A angiopiastia de alto risco é caracterizada pelo grande território miocárdico em risco, abordagem de lesões de TCE, multiarteriais com oclusões crônicas, lesões calcificadas que necessitam de aterectomia) e pela baixa reserva miocárdica. O uso do Impella nesses pacientes tem a finalidade de prevenir instabilidade hemodinâmica no procedimento devido à manipulação de cateteres e materiais durante o tratamento, podendo reduzir eventos adversos durante e após o procedimento e facilitar uma revascularização completa.A superioridade do Impella em relação ao BIA precisa ser mais bem demonstrada, mas esse dispositivo parece ser uma alternativa interessante a ser usada em pacientes que não respondem bem à terapêutica habitual, inclusive com o suporte do BIA.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021