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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

RIGIDEZ ARTERIAL E POTÊNCIA CIRCULATÓRIA NO DIABETES MELLITUS: INVESTIGAÇÃO DE MARCADORES PROGNÓSTICOS CARDIOVASCULARES ESTÁTICOS E DINÂMICOS

Laura Beatriz Lorevice, Claudio Donisete da Silva, Leticia Menegalli Santos, Clara Italiano Monteiro, Ariane Petronilho, Paula Angélica Ricci, Audrey Borghi-Silva, Renata Gonçalves Mendes
Universidade Federal de São Carlos - São Carlos - SP - Brasil

INTRODUÇÃO: Comprometimentos vasculares como a rigidez arterial e a reduzida capacidade aeróbia são achados frequentes no diabetes mellitus tipo 2 (DM2). A velocidade de onda de pulso (VOP) é uma medida padrão ouro para avaliação da rigidez arterial e a potência circulatória (PC) obtida dinamicamente durante o teste de exercício cardiopulmonar apresenta valor prognóstico cardiovascular reconhecido. Porém, as relações que envolvem a saúde vascular e capacidade de exercício no paciente com DM2 não são completamente entendidas. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi investigar a existência de associação entre rigidez arterial e PC em pacientes com DM2, tendo como hipótese que pacientes cujos índices de RA forem maiores apresentarão menor PC. MÉTODOS: Participaram do estudo 37 indivíduos clinicamente diagnosticados com DM2, de ambos os sexos, com idade entre 40 e 65 anos. Todos os indivíduos realizaram um teste de exercício cardiopulmonar em esteira ergométrica seguindo o protocolo incremental em degraus de Bruce, com incremento de velocidade e inclinação a cada 3 minutos. O equipamento Oxycon Mobile® foi usado para a análise das variáveis ergoespirométricas. A PC foi obtida pelo produto do consumo de oxigênio - VO2PICO (maior valor nos últimos 30 segundos de exercício) e da pressão arterial sistólica pico (VO2pico x PAS) sendo representativa dos componentes central e periférico do trabalho cardíaco. A rigidez arterial foi avaliada pela VOP por meio do dispositivo SphygmoCor® com ondas de pulso obtidas via transdutores posicionados imediatamente sobre as artérias carótida direita e femoral direita. Para análise estatística foi utilizado o teste de correlação de Pearson ou Spearman conforme apropriado. RESULTADOS: Os pacientes com DM2 apresentaram média de VOP:8,23±2,07 m/s), PC: 4529,85±1190,23 mmHg.ml.kg-1min-1 e VO2PICO: 22,51±4,46 ml/kg/min. Não foram observadas associações significativas entre a VOP e a PC (r=0,06 p=0,725) e entre a VOP e VO2PICO (r=-0,0068, p=0,96). CONCLUSÃO: Em indivíduos com DM2, a rigidez arterial avaliada pela VOP não mostrou associação com a potência circulatória e capacidade funcional aeróbia.Apoio financeiro: Cnpq processo n.128500/2020-4

Palavras-chave: Aptidão Cardiorrespiratória; Diabetes Mellitus; Rigidez Arterial; Velocidade de Onda de Pulso.

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