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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

INFLUÊNCIA DA NICOTINAMIDA SOBRE A CARDIOTOXICIDADE INDUZIDA POR DOXORRUBICINA

Marques JR, Arnold A, Silva AA, de Souza LE, Irigoyen MC
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia, Fundação Universitária de Cardiologia - Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, Laboratório de Hipertensão Experimental/ Instituto do Coração (InCor)/USP - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: A cardiotoxidade de drogas antineoplásicas é um fator limitador no tratamento de pacientes oncológicos. A aplicação de Doxorrubicina (D) em roedores é reconhecida como modelo experimental da cardiotoxicidade devido aos danos diretos no miocárdio. A Nicotinamida (N), forma proativa da vitamina B3, apresenta potencial cardioprotetor frente a D por inibir a PARP-1, proteína reconhecida com relevada função na indução da cardiotoxicidade por D. Objetivo: Avaliar o possível efeito protetor da N sobre a cardiotoxicidade por D. Métodos: 21 camundongos machos C57BL/6 foram divididos em 3 grupos: Controle (C), D, N+D. O grupo D foi tratado com dose acumulativa de 15mg/kg, dividida em 3 aplicações por 5 dias. O grupo N+D recebeu a N (0,9mg/kg) via gavagem 15 minutos antes da injeção de D. O grupo C recebeu salina no mesmo regime que o grupo D. A função cardíaca foi avaliada por ecocardiografia 24h após a última aplicação. Os dados foram analisados por ANOVA de uma via seguido por post-hoc de Tukey e considerou-se diferenças significativas em p<0,05. Resultados: Apenas o grupo D apresentou mortalidade de 14,3%. Os grupos D e N+D demonstraram perda de peso significativa (D=2,8±1,1g e D+N=2,6±0,72g) em relação ao C (0,33±0.44g). Somente o grupo D apresentou disfunção sistólica devido a redução significativa da fração de ejeção (38,8±1,1%) e de encurtamento (18,7±2,3%) em relação a C e N+D. O grupos D e N+D apresentaram disfunção diastólica pela redução e desaceleração na onda E de aproximadamente 27,6% para os grupos D e N+D em relação ao C. Adicionalmente, a N não foi capaz de reverter a redução da massa ventricular corrigida pela tíbia induzida pela D (D=0.0051±0.00034; C=0.0068±0.00098). Vale ressaltar que apenas 17% dos animais tratados no grupo D não apresentaram sinais de cardiotoxicidade. Conclusão: O tratamento com D foi eficiente para induzir disfunção sistólica aguda moderada e disfunção diastólica leve em 83% dos animais. A administração prévia da N não alterou a disfunção diastólica, mas reverteu a mortalidade e a disfunção sistólica reforçando o potencial terapêutico da inibição da PARP-1 na cardiotoxidade induzida pela D.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021