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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Perfil epidemiológico das cirurgias cardíacas revascularização do miocárdio – Comparativo no período de pandemia COVID

Thays Bonetti Antunes, Rosandrea Ferrari, Cleilson Lopes, Viviane Fernandes, Pedro Barros, Mariana Okada, Nilza Lasta, Omar Mejia, Sandro Oliveira, Valter Furlan
Hospital Samaritano Paulista - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A cirurgia de revascularização do miocárdio (RM) é realizada quando existe uma obstrução parcial ou total por placas de gordura nas coronárias, que não apresenta melhora com outros tipos de tratamento e que, aumenta o risco de complicações graves como o infarto. O coração é o órgão vital que bombeia o sangue por todo o corpo, permitindo oxigenar o sangue nos pulmões e abastecer todas as células nos outros locais do corpo. Esse estudo tem como objetivo comparar as principais patologias e desfecho dos pacientes que realizaram cirurgias de RM eletivas e de urgência/emergência no período pré e pós covid.

Metodologia: Estudo descritivo com abordagem quantitativa e comparativa, realizado no hospital Samaritano Paulista, por meio da análise do banco de dados do sistema Epimed. Dividimos em dois períodos, pré pandemia (fevereiro de 2019 a fevereiro de 2020) – Grupo I e início dos primeiros casos de Covid na Instituição (março de 2020 a março de 2021) – Grupo II. Realizada análise do perfil epidemiológico e desfecho dos pacientes que realizaram cirurgias de revascularização do miocárdio.

Resultados: Analisamos 226 cirurgias do grupo I e 160 cirurgias do grupo II. Observamos os seguintes resultados: No grupo I a prevalência do sexo masculino em 77%, 58,85% faixa etária entre 65 a 80, hipertensão arterial em 83,63%, dislipidemia 41,15%, angina 34,07%. Pacientes eletivos em 28% dos casos e urgência/emergência em 72%. No grupo II, 81% dos casos foram do sexo masculino, 55,6% faixa etária entre 45 a 64, hipertensão arterial em 74%, dislipidemia 69% e diabetes 43%. Pacientes eletivos em 14% dos casos e urgência/emergência em 86%.

Conclusão: Com esse levantamento podemos observar que nos dois períodos a prevalência das cirurgias de revascularização do miocárdio são pacientes do sexo masculino. No grupo I a faixa etária de maior prevalência foi de 65 a 80 anos, e no grupo II foi de 45 a 64 anos. Comparando as principais comorbidades, no grupo I os prevalentes foram hipertensão arterial, dislipidemia e angina e no grupo II hipertensão arterial, angina e diabetes. Observamos que durante a pandemia tivemos uma redução de casos de cirurgias eletivas e aumento de cirurgias de urgência e emergência, e consequentemente aumento na taxa de mortalidade de 2,65% para 6,88%.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021