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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ATENÇÃO À VITAMINA D NA PANDEMIA COVID 19 VISANDO PAPEL NA IMUNOMODULAÇÃO

Bernardo Montesanti Machado de Almeida, Anita Saldanha, Carolina Queiroz Cardoso, Marileia Scartezini, Caio Corsi Klosovski, Ana Paula Margeotto, Andre L Gasparoto, Abel Pereira, Maria Cristina Elias, Tania L R Martiinez
HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

Introdução: No curso vigente da pandemia por COVID 19 o desequilíbrio alimentar pode apresentar consequências na imunomodulação, sendo uma delas em particular a da vitamina D. Levantamentos e publicações oficiais internacionais e nacionais têm documentado carências alimentares que podem apresentar repercussões deletérias à imunomodulação. Objetivo: Avaliar o grau de reconhecimento de brasileiros que procuraram espontaneamente suas dosagens de vitamina D pré e pós-pandemia COVID 19, analisando as motivações para os dados encontrados. Método: Trabalhar com banco de dados colhidos em todo Brasil de indivíduos que procuraram espontaneamente dosagens de vitamina D. Períodos analisados: pré-pandemia 2019 e pós-pandemia 2020, 2021 (primeiro trimestre). Em 2019 o número de dosagens foi de 371, em 2020 de 923 e até março de 2021 = 218. As classificações no banco de dados se referiram a: gênero, faixa etária e regiões do Brasil. Em 2019 houve busca em 70 postos e no período seguinte em 344. Em 2019 o número de exames foi de 358, na pandemia foram 1063. Em todos os casos foi utilizada a mesma técnica de teste laboratorial remoto Hilab, ensaio imunocromatográfico baseado no princípio de ligação sanduiche. A análise estatística foi feita pelo método ANOVA multivariada. Resultados: Do total de 1421 exames, 25% foram anteriores e 75% durante a pandemia. O número de mulheres acima de 20 anos foi maior que o de homens. A proporção de indivíduos acima de 60 anos foi maior em 2020-21, comparada a 2019 (39,5% vs 12%). A média de níveis de vitamina D foi significativamente menor na pandemia comparada à pré (2019: 20,44 ng/ml; 2020/21: 17,8 ng/ml:F1=32,18 e p<0,0001). Não foi observada diferença significativa entre coortes sexo, idade e região. Discussão: Os resultados demonstram uma busca por conhecimento de níveis de vitamina D muito aumentada na pós-pandemia, interpretada como divulgação intensa do papel imunoprotetor da mesma. Ao mesmo tempo há a constatação de valor médio menor pós-pandemia, que, embora parecendo paradoxal, aponta para o reconhecimento de necessidade de hábitos alimentares adequados e estilo de vida saudáveis. Conclusão: A disseminação de alerta maciço em relação à participação da vitamina D em imunoproteção fez com que um número maior de pessoas quisesse tomar conhecimento de seus níveis e atentasse para sua normalização, seguindo comportamentos equilibrados nutricionais e de estilo de vida, tendo inclusive orientação de profissional da saúde quanto à sua suplementação.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021