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10 a 12 de junho de 2021

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Análise Comparativa de Mortalidade Intra-Hospitalar entre Homens e Mulheres Após Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST

Giovanna Araujo Amaral, Leticia Hoffmann Coldibelli, EDIELLE DE SANT ANNA MELO, PEDRO IVO DE MARQUI MORAES, ADRIANO MENDES CAIXETA
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: No Brasil, no período de 1980 a 2009, o infarto agudo do miocárdio (IAM) gerou uma mortalidade média anual de 108,14 óbitos para cada 100.000 homens e 61,49 óbitos para cada 100.000 mulheres. Um estudo de 2012 da Sociedade Brasileira de Cardiologia encontrou maiores taxas de mortalidade para o sexo masculino em todos os estados brasileiros. Tais estatísticas vão contra estudos internacionais, que constatam uma maior mortalidade por IAM em mulheres. Um estudo de 2015 da American Heart Association afirma que a mortalidade feminina excede a masculina em 11%. A discrepância entre estudos internacionais e a casuística brasileira demanda uma investigação mais minuciosa de tal questão. Métodos: O presente estudo analisou informações obtidas a partir de um banco de dados “pacientes com IAM submetidos a estratégia fármaco-invasiva”. Os casos selecionados foram pacientes que sofreram IAM com supradesnivelamento do segmento ST, e tratados nos últimos 10 anos (2010-2020) no hospital da instituição. Também foram obtidas informações dos fatores de risco dos pacientes, como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, infarto agudo do miocárdio prévio, ocorrência de sangramento maior e acidente vascular hemorrágico pós IAM. A comparação das mortalidades entre homens e mulheres foi feita por meio da razão de incidências/risco relativo (RR), e a validade estatística foi verificada pelo teste de qui-quadrado (p < 0,05). Resultados: Foram incluídos no estudo um total de 2710 pacientes, dos quais 1895 (69,9%) eram homens e 815 (30,1%), mulheres. Entre os diabéticos, 536 (64,0%) eram homens e 301 (36,0%) eram mulheres, enquanto entre os hipertensos, havia 1076 (66,0%) homens e 556 (34,0%) mulheres. A presença de infarto agudo do miocárdio prévio foi detectada em 261 (9,6%) pacientes, dos quais 194 (74,3%) eram homens e 67 (25,7%) eram mulheres. 1268 (46,8%) dos pacientes sofrerem infarto de parede anterior, dos quais 930 (73,3%) eram homens e 338 (26,7%) eram mulheres. Desses, 73 apresentaram sangramento maior, sendo 42 (57,5%) homens e 31 (42,5%) mulheres. A presença de acidente vascular cerebral hemorrágico após o infarto foi detectada em 14 (0,7%) homens e 5 (0,6%) mulheres, com um total de 19 (0,7%) pacientes. Por fim, a avaliação do óbito em 30 dias evidenciou a morte de 86 (4,5%) homens e 65 (8,0%) mulheres, totalizando 151 (5,6%) óbitos. Conclusões: o presente estudo confirma as casuísticas internacionais, pois as mulheres apresentaram tanto uma maior proporção de mortalidade como uma maior proporção de fatores de risco para IAM.

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