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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

DESCRIÇÃO DO PERFIL DE TRANSPLANTADOS COM DISFUNÇÃO PRIMÁRIA DE ENXERTO EM 2020 E ASSOCIAÇÃO COM ESCORE PREDICTA

Aichah Ahmad El Orra, Samuel Padovani Steffen, Shirlyne Fabianni Dias Gaspar, Domingos Dias Lourenço Filho, Ronaldo Honorato Barros Santos, Fabiana Marcondes Braga, Fábio Antonio Gaiotto, Fernando Bacal, Fábio Biscegli Jatene
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: A disfunção primária de enxerto (DPE) biventricular e/ou de ventrículo esquerdo grave de acordo com último consenso de 2014 caracteriza-se por necessidade de dispositivo de assistência ventricular ou de dispositivo de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) nas primeiras 24h após o transplante e constitui a principal causa de morte nos primeiros 30 dias, apesar dos avanços no manejo do pós operatório. Estudos recentes demonstraram uma prevalência de até 38% de DPE e de mortalidade relacionada nos primeiros 30 dias. Em 2019, estudo inglês demonstrou que o Escore PREDICTA de até 14 pontos constituído pelas variáveis: Uso de dispositivo de assistência circulatória, tempo de circulação extracorpórea (CEC) > 180 min, receptor com diabetes, tempo de implantação e idade do doador poderia predizer DPE de forma acurada na população do Reino Unido. OBJETIVO: Descrever o perfil dos transplantados do Instituto do Coração de São Paulo no ano de 2020 e analisar quais são os fatores associados à ocorrência de DPE na nossa amostra e sua relação com o escore PREDICTA. METODOLOGIA: No ano de 2020, foram realizados 52 transplantes, sendo incluídos 46 pacientes nessa análise. Foram obtidos dados sobre doador e receptor no pré, intra e pós operatório. As comparações foram realizadas por meio da ANOVA ou Teste Mann-Whitney e do Teste Qui quadrado com o programa estatístico R. Dados com significância estatística foram considerados positivos para valores de p < 0.05. RESULTADOS: 9 apresentaram DPE (19,6%), sendo que 5 apresentaram DPE moderada (10,9%) e 4 apresentaram DPE grave (8,7%), compatível com estudos anteriores. Na comparação entre DPE e não DPE, o tempo de CEC e o uso de ECMO pós transplante apresentaram associação significativa (p<0,001), assim como o escore de inotrópicos no pós operatório e a mortalidade em até 30 dias (p<0,05). Na comparação de DPE grave e não DPE grave, a presença de diabetes, o uso de ECMO no pós transplante, o tempo de CEC e a mortalidade em 30 dias apresentaram associação significativa ( p<0,001). Observou-se maiores pontuações para DPE grave com a utilização do escore PREDICTA (p<0,05). CONCLUSÃO: Os resultados semelhantes aos dos estudos internacionais ratifica o uso de ferramentas para identificar precocemente os pacientes com maior risco para DPE. Isso permite uma melhor estratificação de risco, planejamento de recursos para manejo e intervenção terapêutica de modo a mitigar os efeitos da ocorrência de DPE.  O escore PREDICTA, portanto, parece corroborar os achados, sendo uma ferramenta útil e de fácil aplicação.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021