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10 a 12 de junho de 2021

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ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA COMPARATIVA DE OBITOS DECORRENTES DO TRATAMENTO DE PARADA CARDIACA COM RESSUSCITAÇÃO NAS REGIÕES BRASILEIRAS EM 10 ANOS

Anna Carolina Varanda Fructuoso, Gabriel Ribeiro de Assis, Emílio Conceição de Siqueira, Anna Victória Coelho Andrade Delgado Fonseca, Pedro Henrique Varanda Soares Martins
Universidade de Vassouras - Vassouras - RJ - Brasil

Introdução: Muitos óbitos são decorrentes de uma parada cardíaca. São milenares as técnicas para se reverter esse quadro, chamadas de ressuscitação, e ao longo dos anos elas foram aprimoradas, o que garantiu salvar muitas vidas. Porém, não são todas as vezes que a ressuscitação se mostra eficaz. É baseado nesse aspecto que precisam ser revisados dados e entender cada vez mais os motivos dos óbitos pós ressuscitação.

Objetivo: Analisar o atual panorama do tratamento de parada cardíaca com ressuscitação realizado no Brasil durante 10 anos e correlacionar a epidemiologia atual com os resultados obtidos.

Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura e uma coleta observacional, descritiva e transversal dos dados de tratamento de parada cardíaca com ressuscitaçãodisponíveis no DATASUS – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) por um período de dez anos – fevereiro de 2011 a fevereiro de 2021 – avaliando número de óbitos, número de internações e taxa de mortalidade.

Resultados: No período analisado observaram-se 39.474 internações para tratamento de parada cardíaca com ressuscitação. A região brasileira com maior número de internações foi a Sudeste com 19.103, seguida da região Centro-Oeste com 7.487, Sul com 7.271, Nordeste com 4.412 e, por último, a região Norte com 1.201. A taxa de mortalidade total nos 10 anos estudados foi de 74,89%, correspondendo a 29.561 óbitos. No comparativo entre o número de óbitos por regiões, a região Sudeste foi a responsável pelo maior número de óbitos (14.217), seguida pela Centro-Oeste com 6.216, Sul com 5.060, Nordeste com 3.231 e Norte com 837. Entre as unidades da federação, São Paulo concentrou a maior parte das internações, 11.865, com 8.941 óbitos. O ano de 2020 foi o que teve o maior numero de internações (6.746) e com o maior numero de óbitos (5.304), o que corresponde a um aumento médio de 116% de óbito dos 10 anos observados. É importante dizer que no mesmo ano 194.949 pessoas vieram a óbito por Covid-19.

Conclusões: Observou-se que a taxa de mortalidade é muito elevada (74,89%). Nota-se que a região Sudeste foi à de maior acometimento com mais de 36% do total de internações. Vale ressaltar que, o crescimento foi de 116% da mortalidade em 10 anos, de 1.359 para 5.162 óbitos. Com relação ao ano de 2020, pacientes com problemas cardíacos foram mais letais na pandemia por Covid-19. O dano ao sistema cardiovascular é provavelmente multifatorial e pode resultar em parada cardíaca. A projeção para 2030 é que 22.772 pessoas venham a óbito após uma parada cardíaca com ressuscitação.

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10 à 12 de junho de 2021