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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Comportamento do porta-balão no atendimento do Infarto Agudo do Miocárdio no período de pandemia.

Teresa Cristina D.C. Nascimento, Luciano M Baracioli, Laura Lopes N Pinto, Ilka S Furtado, Magali Marion, Christian Morinaga, Juscelio T de Sousa, Fabio Lario, Fernando Ganem, Roberto Kalil
HOSPITAL SIRIO LIBANÊS - - - BRASIL

Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM), uma das principais causas de morte em todo o mundo, é uma doença que exige cuidados emergenciais, sendo que cada minuto de atraso no atendimento pode alterar o prognóstico tanto a curto quanto longo prazo. A pandemia causada pelo “novo coronavírus”, entre vários outros problemas, veio dificultar o rápido diagnóstico e tratamento dos pacientes com IAM. Portanto, os fluxos de tratamentos devem estar muito bem estabelecidos para que não haja retardo do mesmo.  Objetivos: Demonstrar a importância do fluxo de atendimento emergencial do IAM com supradesnível do segmento ST (cSST), e se a pandemia teria causado algum impacto nos resultados deste fluxo. Métodos: A partir de 2019 foram estabelecidas novas “metas” para o tratamento do pacientes com IAMcSST que foram atendidos em nosso serviço, e submetidos à angioplastia primária: 1) porta-ECG ( meta <10’); 2) ECG – acionamento do BIP “código IAMSST” (<5’); 3) BIP – liberação da sala de hemodinâmica (<5’); 4) liberação da sala – chegada do paciente (<15’); 4) chegada do paciente – término do preparo (<10’); 5) término do preparo – chegada do médico (0’); 5) início do procedimento – primeiro dispositivo (<15’); perfazendo o tempo porta-balão de, no máximo, 60’. Também analisamos o porta-balão <70’ (preconizado pelas diretrizes). Para o atingir destas metas, houve formação do “Time IAM” de trabalho com equipe multiprofissional das áreas envolvidas, definições da forma de registro e coleta dos dados, e discussões mensais de todos os casos atendidos com o time multiprofissional, gerando as ações de melhoria. Resultados: em 2019 foram atendidos 23 ptes com IAMcSST, idade média de 60 anos, 80% do sexo masculino e tempo porta-balão de 59’ (mediana); e, em 2020 17 ptes, idade média de 66 anos, 89% do sexo masculino e tempo porta-balão de 54’ (mediana). A porcentagem de tempo porta-balão <60’ e <60+10’ estão apresentadas na figura. Conclusão: a formação do “Time IAM” com o  estabelecimento de fluxos e metas, e realização de reuniões regulares, certamente, foi fundamental para manutenção dos resultados no atendimento dos pacientes com IAMcSST mesmo no período de pandemia.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021