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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

FUNÇÃO VENTRICULAR COMO PREDITOR DE MORTALIDADE EM PACIENTES IDOSOS INTERNADOS POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Camila Menezes, Mariane Ferro, Matheus Soeiro, Júlia Portela, João Pedro Cunha, Lucas Bichler, Daniel Tenório, Carolina Magalhães, Emilia Soeiro, Jessica Garcia
Hospital Agamenon Magalhães - Recife - PE - Brasil, Faculdade Pernambucana de Saúde - Recife - PE - Brasil

INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença de caráter progressivo e o comprometimento da função ventricular possui relação com o prognóstico. A IC está associada a complicações e elevada taxa de mortalidade intra-hospitalar, dessa forma, a classificação dos pacientes de acordo com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é de grande relevância, pois influencia na resposta terapêutica, bem como no prognóstico. Alterações importantes nos índices de FEVE apresentam impacto direto na mortalidade de pacientes idosos portadores de IC. 

OBJETIVOS: Avaliar o impacto da função ventricular na mortalidade de idosos internados com IC.

METODOLOGIA: Estudo transversal observacional. Os dados da amostra foram obtidos através de análise dos prontuários eletrônicos de 240 pacientes idosos (≥ 65 anos) internados em enfermaria de serviço de referência em cardiologia do Estado de Pernambuco, entre o período de janeiro de 2017 e agosto de 2019. Foi avaliado a presença de comorbidades e a FEVE obtida a partir do Ecocardiograma Transtorácico, os dados foram categorizados em FEVE preservada (FEVEp) (≥ 50%), FEVE intermediária (FEVEi) (40 - 49%) e FEVE reduzida (FEVEr) (< 40%). Foi avaliado intercorrências: se houve ou não parada cardiorrespiratória, além do desfecho de alta ou óbito. Para análise de variáveis categóricas foi realizado o Teste de Qui-Quadrado de Pearson. Para análise estatística foi utilizado o software SPSS v.25.

RESULTADOS: A amostra foi de 240 pacientes com média de idade de 75,8 anos (variando entre 65 e 95 anos). Da amostra 52,1% eram do sexo masculino. Dentre as comorbidades avaliadas 81,7% eram hipertensos, 17,5% tinham diagnóstico de Doença Renal Crônica, 21,3% tinham Fibrilação Atrial e 90,4% tiveram o diagnóstico de IC com a média da FEVE  45% (±15,8). Dos pacientes estudados 37,1% tinham FEVEp, 14,6% tinham FEVEi e 48,3% tinham FEVEr. Ao total foram registradas 24 paradas cardiorrespiratórias das quais 17 foram em pacientes com FEVEr, 7 em pacientes com FEVEp e nenhuma em pacientes com FEVEi, com diferença estatística entre os grupos (p=0.028). Desses pacientes, 3 receberam alta, todos com FEVEr. O ritmo de parada foi reportado em 7 casos, todos Assistolia, nenhum dos casos obteve sucesso na reanimação.

CONCLUSÃO: De acordo com a amostra analisada, conclui-se que portadores de IC com disfunção ventricular reduzida apresentam um pior prognóstico. Na avaliação realizada, observou-se que pacientes com IC com menores índices de FEVE apresentaram um pior desfecho clínico quando comparados com pacientes portadores de IC com FEVEp e FEVEi.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021