SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tratamento percutâneo na artéria coronária com origem anômala

Oliveira, Isabella S., Barra, Silvia Maria P  , Silva, Thiago R., Teixeira, Amanda F.  , Souza, Jhonatan M.F.  , Giacovone, Camila V., Mariano, Giorgio  , Sapia, Victor  , Perin, Marco Antônio
HOSPITAL SIRIO LIBANÊS - - - BRASIL

Introdução

A origem anômala das  artérias coronárias (OAAC)  ocorrem  em 1.5% da população, podem apresentar evolucão benigna ou quadros potencialmente gravesO objetivo deste estudo é apresentar um caso de origem anômala de artéria coronária tratada por angioplastia.

Relato de Caso

 

Paciente masculino, 58 anos, piloto de avião, obeso, diabético e com histórico familiar de doença arterial coronariana precoce, refere ansiedade nas últimas semanas, evoluindo com parestesia em extremidades, associado a palpitações durante esforço físico, com melhora no repouso.No eletrocardiograma, apresentava alteração difusa da repolarização, troponinas negativas e com escore HEART 2. Devido a profissão do paciente, foi realizada angiotomografia coronária que evidenciou artéria coronária direita não dominante com origem anômala no seio coronariano esquerdo, trajeto interarterial e redução do calibre no terço proximal. Foi então submetido a cinecoronariografia com reserva fracionada de fluxo que apresentou resultado de 0.9 no repouso e 0,67 após a injeção de 10 mcg/kg/min de dobutamina. Assim, optou-se por angioplastia com stent farmacológico Xience Sierra ao nível do óstio da artéria coronária direita, apresentando TIMI 3 após o procedimento. Paciente evoluiu estável clínica e hemodinâmicamente, recebendo alta em uso de AAS, rosuvastatina e clopidogrel .

 

Discussão

 

A OAAC constitui a segunda causa mais frequente de morte súbita de origem cardiovascular em atletas competitivos, sendo considerados preditores de gravidade: a origem proximal e angulada, o trajeto interarterial e intramural, variante esquerda e a orificio em fenda. Em relação ao diagnóstico, a tomografia das coronárias  vem sendo considerado o método padrão ouro para avaliação do trajeto, porém não avalia as consequências hemodinâmicas. Por sua vez, mais da metade dos testes de isquemias não invasivos podem levar a resultados negativos. Já a reserva fracionada de fluxo, vem se tornando cada mais importante  para guiar o tratamento. Em caso de OAAC de alto risco, pode ser realizado tratamento cirúrgico ou percutâneo, como no caso do paciente relatado acima. 

 

 

                                      

 

Conclusão

A OAAC é rara e potencialmente letal, podendo causar arritmias e isquemias, sendo necessário tratamento imediáto, quando alto risco. A revascularização percutânea parece ser uma boa opção terapêutica, porém ainda são necessários mais estudos para se firmar como terapia padrão. 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021