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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA EM IDOSOS: A RELAÇÃO PLAQUETAS-LINFÓCITOS COMO PREDITOR PROGNÓSTICO

Sandro Gonçalves de Lima, Pedro Mota de Albuquerque, Marcelo Antônio Oliveira Santos-Veloso, Lucas Rampazzo Diniz
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco - Recife - Pernambuco - Brasil

Introdução: A população idosa apresenta piores desfechos na Síndrome Coronariana Aguda (SCA) em parte, devido a imunosenescência, que contribui para um estado inflamatório, denominado Inflammaging. A inflamação, presente na doença arterial coronariana (DAC) desde a formação da placa de ateroma, conta com a participação ativa das plaquetas e dos linfócitos.  A relação plaquetas-linfócitos (RPL) tem implicações da etiopatogenia ao tratamento da SCA. Tais fatos, associados ao baixo custo e a disponibilidade, faz da RPL um importante marcador prognóstico. Este é um estudo pioneiro na avaliação da RPL numa população exclusivamente de idosos. Objetivos: Analisar a RPL em idosos com SCA como preditor dos desfechos: 1) Necessidade de drogas vasoativas (DVA); 2) Fração de ejeção (FE) do ventrículo esquerdo < 50%; 3) Tempo de internamento hospitalar. Método: Trata-se de uma coorte retrospectiva deindivíduos 65 anos.A amostra foi calculada em 138 indivíduos. A RPL foi calculada pela divisão entre estas duas linhagens no hemograma da admissão. A associação entre a RPL e os desfechos foi avaliada através do risco relativo, intervalo de confiança e significância estatística (p < 0,05). Foi utilizada a curva ROC para determinar o ponto de corte com maior sensibilidade e especificidade da RPL. Resultados: Foram incluídos 272 idosos, sendo 55,9% homens, com idade média de 71,5 anos e tempo médio de internamento de 10,9 dias. A FE média foi 55,9% e 9,9% necessitou de DVA. Foi observada associação entre valores mais elevados da RPL e necessidade de DVA (p=0,018). A análise da curva ROC mostrou que uma RPL ≥ 135,5 (área sobre a curva 0,529) foi equivalente a melhor sensibilidade (51,8%) e especificidade (54,7%) para predição de uso de DVA. A não associação entre a RPL e a FE < 50% (p=0,106) pode ser justificada por uma FE média normal observada em nosso estudo.A RLP não foi um preditor independente do tempo de internamento (p=0,315), apesar de tratar-se de uma população idosa de alto risco cardiovascular, com frequências elevadas de diabetes (41,1%), hipertensão (81,7%), dislipidemia (66,8%) e DAC prévia (54,7%). O baixo percentual de pacientes em Killip III e IV (3,7%), o escore GRACE médio em faixa intermediária e a FE média normal da nossa população, podem explicar nossos resultados. Levantamos a hipótese de que a RPL em idosos tenha um desempenho prognóstico inferior daquele demonstrado em não idosos. Conclusões: A RPL elevada mostrou-se preditor de necessidade de DVA e não se mostrou significativamente associada com FE < 50%, nem com o tempo de internamento. 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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