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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Principais determinantes da mortalidade hospitalar em pacientes com infarto do miocárdio com elevação do segmento-ST: estudo baseado em estratégia fármaco-invasiva em grande coorte

Paula Santiago Teixeira, Galhardo A, Rui Póvoa, Gonçalves I, Fonseca F, Bombig MT, Almeida D, Caixeta A, Adriano Barbosa, Henrique Tria Bianco
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

INTRODUÇÃO:

Apesar de todos os avanços nas estratégias de reperfusão, o infarto agudo do miocárdio continua sendo a principal causa de morte mundial. Portanto, os escores de predição são ferramentas úteis para a estratificação de risco e devem ser aplicados precocemente, com impacto prognóstico. Nosso objetivo foi avaliar o desempenho dos escores preditivos para os desfechos fatais.

MÉTODOS:

Estudo observacional envolvendo 2.290 pacientes atendidos inicialmente em unidades básicas de saúde, submetidos à fibrinólise e encaminhados para angiografia em hospital universitário, em estratégia fármaco-invasiva. Os escores clássicos de predição foram obtidos durante o primeiro contato médico e no período intra-hospitalar. Curvas ROC foram construídas e os dados expressos em mediana e intervalo interquartil (IIQ) ou média de desvio-padrão.

RESULTADOS:

O tempo médio de internação foi de 2,0 ± 1,3 dias, da admissão hospitalar à alta/contrarreferência ao hospital de origem.  A mortalidade intra-hospitalar foi de 5,6%, com 128 óbitos; destes, 23 (17,9%) na hemodinâmica, sendo por instabilidade elétrica/ complicações mecânicas as mais prevalentes e com maior incidência no grupo resgate (11,5% vs 2,4%). Frequência dos escores: Killip-Kimball: [I (73%), II (16,3%), III (2,2%), IV (8,6%)]; TIMI-Risk: [3, IIQ (2-5)]; GRACE: [136, IIQ (117-161)].

A classificação funcional Killip-Kimball apresentou bom desempenho na predição de mortalidade intra-hospitalar: AUC: [0,77 IC-95% (0,73-0,81), p <0,001] no grupo com escore ≥ II. Para os escores TIMI-Risk, AUC: [0,79; IC-95% (0,75-0,84), p <0,001; GRACE, AUC: [0,82; IC-95% (0,78-0,86), p <0,001], (Fig.1).

Em modelo de regressão, com análises de covariâncias: obesidade, mulheres, diabetes, insuficiência renal crônica, AVC prévio e idosos associaram-se a maiores taxas de eventos fatais, (Fig.2).

CONCLUSÕES:

Nossa análise enfatiza a utilidade clínica do exame físico, como ferramenta simples e sem requisitos tecnológicos sofisticados, para a identificação de sinais de insuficiência cardíaca na admissão, que teve papel prognóstico relevante na mortalidade do período hospitalar, visto que as proporções dos óbitos e as distribuições dos dados de sobrevivência foram distintos nas classes Killip-Kimball >I. No grupo que recebeu trombólise precoce, observamos as menores taxas de mortalidade, reforçando o conceito de que a reperfusão imediata atenua o risco de complicações, pelo menos em curto prazo.

 

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