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10 a 12 de junho de 2021

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Pseudoaneurisma gigante de aorta ascendente secundário à endocardite: relato de caso

Paulo Mateus Sanches de Souza, Wilma Noia Ribeiro, Márjory Medeiro Passos Teixeira, Luiz Augusto de Andrade Costa, Aislan Henrique Bezerra Pinheiro, Nelson Américo Hossne, Carlos Alberto Teles, Walter José Gomes, Walace de Souza Pimentel
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O pseudoaneurisma aórtico é uma condição rara com elevada morbimortalidade devido ao risco de expansão com ruptura, compressão de estruturas adjacentes e embolização sistêmica, quando há a formação de trombos. Seu pronto diagnóstico e tratamento precoce, seja através de correção cirúrgica ou endovascular, podem impedir a ocorrência dessas complicações.

Caso: Paciente de 59 anos, sexo masculino, deu entrada no pronto socorro com queixa de cansaço e prostração. Apresentava antecedente de duas cirurgias cardíacas: uma troca valvar aórtica para correção de insuficiência em valva aórtica bicúspide em 1989; e cirurgia de implante de tubo aórtico valvulado (técnica de Bentall - De Bono) em aorta ascendente com colocação de enxerto em artéria coronária direita em 2014. Além disso, fora submetido a tratamento de endocardite com antibióticos de amplo espectro entre maio e setembro de 2019. Seus sinais vitais na admissão eram pressão arterial de 106x70mmHg, frequência cardíaca de 80bpm e temperatura de 36,5ºC. No exame físico detectou-se palidez cutânea, sopro diastólico em foco aórtico (4+/6+) e estertores crepitantes em bases pulmonares. Os exames laboratoriais confirmaram anemia (hemoglobina de 7,3g/dL) e o ecocardiograma demonstrou insuficiência valvar aórtica com refluxo paraprotético importante. Na angiotomografia computadorizada da aorta ascendente havia um grande extravasamento de contraste da aorta para uma cavidade formada por aderências pericárdicas com dimensões de 11,2cm x 9,1cm x 9,8cm (volume de 519cm3), formando um pseudoaneurisma. Esse promovia compressão de estruturas subjacentes, principalmente da artéria pulmonar direita e veia cava superior. A intervenção cirúrgica foi indicada com correção do pseudoaneurisma e substituição do tubo aórtico valvulado devido à presença de secreção purulenta, confirmando o foco infeccioso. A evolução pós-operatória foi satisfatória e o paciente recebeu alta hospitalar após termino da antibioticoterapia, em uso de anticoagulante oral por conta da prótese mecânica em posição aórtica.  

Conclusão: Apresentamos um paciente com pseudoaneurisma gigante em aorta ascendente secundário a um quadro de endocardite. Embora o reparo endovascular possa ser uma opção de tratamento, no presente caso optou-se pela realização de intervenção cirúrgica em virtude da etiologia ser infecciosa.    

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