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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Despesas geradas pelas internações por infarto agudo do miocárdio no Sudeste: Uma análise da última década.

Mauricio G M Santana, Laiane C Costa, Beatriz S M Muniz, Igor L V de Castro, Catarina B A Rosier, Ana Beatriz A Silva, Pedro V S Freitas, Márcio A B Filho, Rafaella T Barral
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Salvador - Bahia - Brasil

Introdução: O cenário epidemiológico mundial revela um crescimento das doenças cardiovasculares, entre elas, destaca-se o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) - dada a severidade de seu prognóstico. No Brasil, doenças coronarianas representam cerca de 5% dos gastos com internações, que continuam crescendo com o tempo, evidenciando um aumento considerado da região Sudeste (SE) em comparação com as demais regiões. Nesse contexto, o presente estudo se propõe a analisar o comportamento dos custos de internação por IAM na região SE, visando nortear o combate dessa condição de maneira custo-consciente na gestão dos recursos em saúde. Métodos: Estudo descritivo-exploratório transversal, realizado a partir de dados obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIHSUS), no período 2011 a 2020. Foram processados o número, o custo total, e o valor médio das internações; além da taxa de mortalidade dos pacientes internados por IAM na região e recorte temporal propostos. Resultados: Foram coletados 525.500 internamentos por IAM, com média e desvio padrão de (52.550 ± 8316,9); sendo São Paulo (SP) o estado que mais internou, com 57,5% das internações (n = 302.193) enquanto Espírito Santo (ES) obteve o menor número, com 4,1% (n = 21.602). Nesse recorte, conclui-se que a taxa mortalidade em pacientes internados por IAM diminuiu, passando de 12,66% em 2011 em curva decrescente até 2020, quando foi registrada em 9,41% na região. Quanto ao custo dessas internações, registra-se que foram gastos R$ 1,9 bilhões na região SE na última década; nesse período, os maiores gastos foram pelo estado de SP, com 54,7% de todos os gastos, enquanto o estado de ES teve os menores custos, com 4,7%. Referente ao custo por internação, constata-se que o valor médio aumentou na última década, tendo um crescimento de 31,6% - passando de R$ 3062,55 em 2011 para R$ 4032,14 em 2020. O estado de Minas Gerais apresentou a maior média de custo nesse período (R$ 4423,98 por internação) enquanto Rio de Janeiro apresenta os menores média de custos (R$ 2916,71 por internação). Conclusão: O presente estudo indica, na região SE, um aumento de custos de internação por IAM na última década, ao passo que as taxas de mortalidade diminuíram. Ademais, o estado de SP permanece como maior fonte de internações por IAM, e, portanto, existe maior custo, enquanto o estado de ES possui os menores registros. Tendo em vista em que distribuição os recursos são necessários, o estudo pode contribuir para direcionar políticas em cardiologia preventiva visando à redução na incidência e gastos com IAM.

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10 à 12 de junho de 2021