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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Apresentação Clínica dos Sintomas Isquêmicos no Infarto Agudo do Miocárdio durante Primeiro Contato Médico

Paula Santiago Teixeira, Pedro Perillo de Sá, Flavius Magliano, Pedro Ivo de Marqui Moraes, Jose Marconi B. de Souza, Leonardo Guimarães, Cristina Izar, Valdir Moises, Adriano H. P. Barbosa, Henrique Tria Bianco
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução:

O infarto do miocárdio com supradesnivelamento-ST é definido por sintomas acompanhados por alterações bem caracterizadas no eletrocardiograma. Não obstante, podem haver diferenças de como os sintomas são referidos sobretudo em subgrupos, como as mulheres. Nosso estudo avaliou a associação entre a apresentação inicial dos sintomas isquêmicos e os fatores de risco, em primeiro contato médico.

Métodos:

Estudo observacional com 2.290 pacientes, submetidos a terapia trombolítica, tenecteplase (TNK), em centros de atenção primária e posteriormente encaminhados para angiografia. Tipos de apresentação clínica foram estratificados: dor típica; dor atípica; dispneia; síncope. Os fatores de risco tradicionais e dados epidemiológicos foram dicotomizados. Variáveis com p<0,10 em análise univariada foram consideradas. Em modelo de regressão para multivariadas, obtivemos Odds ratios [OR; 95% IC, p-valor].

Resultados:

Havia parcela significativa de hipertensos, tabagistas, um terço de diabéticos e uma pequena proporção de pacientes com eventos isquêmicos prévios. Cerca de 24% foram encaminhados para angioplastia de resgate. A maioria referiu dor torácica definida como típica, associada ou não à dispneia/síncope. Angina prévia ao evento índice esteve presente em 28%, com maior prevalência em pacientes com infarto prévio. Mulheres apresentaram maior prevalência de sintomas atípicos, como dispneia e síncope em manifestações isoladas e com atraso entre a chegada à emergência e o início do tratamento: [mulheres (2h:17min) vs homens (1h:58min), p=0,021]. O tempo estratificado para o início da TNK foi menor nos homens: [OR 0,73; (0,55-0,98), p=0,03], registramos maior tempo intervalar entre o início dos sintomas e a procura de atendimento nas mulheres: [mulheres: (3h:14min) vs homens (2h:48 min), p=0,008], (Tab.1).

Conclusão:

Apesar de prevalente em ambos os sexos parece haver uma percepção persistente de que a síndrome coronária é uma doença típica dos homens. Manifestação como dispneia/síncope foram significativamente mais referidos pelas mulheres, mostrando peculiaridade para este grupo. Homens receberam fibrinólise precoce, possivelmente devido à apresentação mais clara dos sintomas. A disparidade relacionada ao gênero persiste nas mulheres, com atrasos no reconhecimento dos sintomas e o início imediato da fibrinólise.

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