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10 a 12 de junho de 2021

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Avaliação dinâmica da função miocárdica e da dissincronia intraventricular na predição de desfechos clínicos em pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica e disfunção ventricular importante

Athayde GAT, Borges BCC, Pinheiro AO, Oliveira CP, Souza AL, Martins SAM, Teixeira RA, Siqueira SF, Mathias Júnior W, Martinelli Filho M
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: A avaliação da função miocárdica pela fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é o índice mais utilizado para o manejo terapêutico e determinação prognóstica de pacientes com insuficiência cardíaca (IC), porém a análise do Strain Longitudinal Global (SLG) adiciona a observação da verdadeira mecânica regional. Além disso, a cardiomiopatia chagásica crônica (CCC) apresenta características que a diferenciam das demais.

Objetivo: determinar se a avaliação dinâmica da função miocárdica e da dissincronia intraventricular (DIV) auxilia na predição de desfechos clínicos em pacientes com CCC e disfunção ventricular importante

Metodologia: estudo unicêntrico, prospectivo e observacional, incluindo pacientes com CCC, FEVE ≤35%, sem dispositivo cardíaco eletrônico implantável ou bloqueio de ramo esquerdo, por conveniência. Os pacientes foram inicialmente submetidos à avaliação eletrocardiográfica e ecocardiográfica, com análise do SLG e da DIV. Após, realizaram teste ergométrico (TE) limitado por sintomas e, em seguida, foram posicionados em decúbito lateral, sendo adquiridas novas imagens para avaliação do SLG e da DIV após esforço. Os pacientes foram, então, distribuídos em dois grupos, com base na variação do SLG após o exercício (delta SLG). GI: pacientes que não apresentaram alteração significativa; e GII: aumento do SLG acima dos valores médios da amostra após o exercício. O desfecho primário foi um composto de morte, internação por IC e necessidade de estimulação biventricular (BiV). O desfecho secundário foi morte por todas as causas.

Resultados: Foram incluídos 40 pacientes, em terapia médica otimizada, sendo a maioria de homens (62,5%), com idade média de 58 (±9) anos. Um deles apresentou taquicardia ventricular sustentada, bem tolerada, durante o TE. A resposta média do SLG após o exercício foi um aumento absoluto de -0,74% (de -7,14% para -7,88%, p=0,025) em relação aos valores de repouso, alocando-se 21 pacientes no G I e 18 no GII. Houve também melhora da sincronia em relação ao repouso (de 49,1 ms para 43 ms, p=0,005) na amostra. Ao final de um seguimento médio de 2,3 (±0,15) anos, 20 (50%) pacientes apresentaram o desfecho principal (figura 1), que foi mais frequente no G I (14 vs 6, p=0,041). O desfecho secundário, que ocorreu em 14 (35%) pacientes, não foi diferente entre os grupos (10 vs 4, p=0,08).

Conclusão: nesta coorte de pacientes com CCC e disfunção ventricular importante, pacientes com melhora da função ventricular avaliada pelo SLG ao exercício apresentaram menos morte, internação por IC e necessidade de BiV em 2 anos.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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