SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Caracterização da estrutura e função cardíaca e a relação com a capacidade de exercício em diferentes fases clínicas da doença pulmonar obstrutiva crônica.

Mariana Brasil da Cunha Martino Pereira, Viviane Castello-Simões, Alessandro Domingues Heubel, Erika Zavaglia Kabbach, Nathany Souza Schafauser, Meliza Goi Roscani, Audrey Borghi-Silva, Renata Gonçalves Mendes
UFSCar - São Carlos - São Paulo - Brasil

Introdução: Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), as hospitalizações por exacerbação da doença impactam ainda mais negativamente na saúde cardiovascular com agravo a capacidade funcional. No entanto, pouco se sabe sobre função cardíaca após eventos de exacerbação e as possíveis relações com a capacidade de exercício. Mediante a isso, o objetivo do presente estudo foi avaliar a estrutura e função cardíacas em pacientes com exacerbação grave da DPOC recente em comparação a estáveis, e quais as relações com a capacidade de exercício. Métodos: Estudo observacional e transversal. A amostra foi composta por 40 indivíduos com DPOC que compuseram dois grupos: 1) grupo DPOC exacerbados recentemente (30 dias) (n=20) e, grupo DPOC estável clinicamente há, pelo menos, três meses (n=20). A estrutura e função cardíacas foram avaliadas por pelo ecodopplercardiograma e parâmetros: diâmetro da aorta, diâmetro do átrio esquerdo, diâmetros diastólico e sistólico do ventrículo esquerdo (VE), espessura do septo interventricular, espessura da parede posterior (PP) do VE, diâmetro do ventrículo direito (VD) e volumes dos átrios esquerdo e direito; adicionalmente foram realizadas medidas referentes à função do VE e VD (ondas E, A e S, além das relações E/A e E/e’). Por meio do teste de caminhada de seis minutos (TC6), a distância percorrida foi considerada para avaliação da capacidade de exercício Resultados: Não foram identificadas diferenças para estrutura e função cardíacas entre pacientes com DPOC recém exacerbados e estáveis. Foi identificada associação positiva entre E/A mitral e a distância percorrida no TC6 (r=0,50; p=0.001), e negativa entre PP do VE e distância percorrida no TC6 (r=-0,33; p=0.035). Conclusão: Pacientes com DPOC estáveis ou exacerbados recentemente não diferem quanto a estrutura e função cardíacas. A capacidade de exercício em pacientes com DPOC está associada a estrutura e função cardíacas independente da condição clínica.

Apoio financeiro: FAPESP 2015/26501-1 e PIBIC-CNPq (128475/2020-0)

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021