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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE DA MORTALIDADE NO TRANSPORTE DE PACIENTES DO PROGRAMA ALAGOANO DE TRATAMENTO DO IAM: 778 CASOS

Lessa, G. P. S. S., Santos, J. G. C., Lima, A. A. S., Lima, S. C. G. A., Faria, F. G. T., Daher, L. C., Soriano, C. F. R., Santos, N. B., Ricardo, A. K. Q. S.
Centro Universitário Cesmac - Maceió - Alagoas - Brasil, Hospital do Coração de Alagoas - Maceió - Alagoas - Brasil

INTRODUÇÃO: O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a principal causa de morte no Brasil e no mundo, registrando cerca de 100 mil óbitos anuais e 1/5 dos óbitos mundiais. Estudos mostram redução da mortalidade cardiovascular no Sudeste e Sul quando comparados com Norte e Centro-Oeste, no Nordeste observou-se aumento. A mortalidade é mais elevada no sistema público de saúde quanto ao privado, devido dificuldade de acesso pelo Sistema Único de Saúde à reperfusão miocárdica. A maioria das mortes por IAM ocorre nas primeiras horas do início dos sintomas (40 a 65% na primeira hora e 80% nas primeiras 24 horas). Desse modo, ocorrem geralmente fora do ambiente hospitalar. Sabe-se que a regionalização dos sistemas de atendimento ao Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) pode reduzir o tempo de reperfusão miocárdica. Atrasos para instituição do tratamento influenciam na morbimortalidade, constituindo fundamental importância o transporte para o serviço de hemodinâmica em tempo hábil. Em Alagoas, o sistema realiza transporte através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao centro de referência em intervenção coronária percutânea (ICP), que é o método preferencial para reperfusão no infarto agudo do miocárdio e essa modalidade é preferível ao trombolítico, devido menos efeitos adversos. OBJETIVO: Analisar a mortalidade no transporte dos pacientes com IAMCSST do Estado de Alagoas atendidos no programa LATIN (Latin America Telemedicina Infarct Network) e encaminhados pelo SAMU ao serviço de referência de tratamento no estado. MÉTODO: Foram incluídos participantes com diagnóstico de IAMCSST, transportados pelo SAMU e submetidos a ICP primária no centro de referência de tratamento ao IAMCSST do estado (Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela – HGE, Maceió, AL, Brasil), entre junho/2016 e agosto/2018. RESULTADO: Durante o período avaliado, foram totalizados 778 casos e documentado apenas 1 óbito durante o transporte ao centro de referência em Hemodinâmica no estado de Alagoas, resultando em 0,13% de mortalidade na transferência. CONCLUSÃO: A partir da década de 1960, houve maior interesse no atendimento pré-hospitalar do IAM. A baixa mortalidade no transporte dos participantes, demonstra a eficácia no atendimento pré-hospitalar, desde o rápido diagnóstico por meio da telemedicina, bem como do transporte realizado pelo convênio com o SAMU, auxiliando na redução da mortalidade por IAMCSST no estado de Alagoas.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021