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10 a 12 de junho de 2021

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Efeito da Dapagliflozina na Função Endotelial em Pacientes Diabéticos com Doença Aterosclerótica: um Ensaio Clínico Randomizado Controlado

Alexandre A. S. Soares, Ikaro Breder, Sheila T. Kimura-Medorima, Daniel B. Munhoz, Riobaldo M. R. Cintra, Isabella Bonilha, Jessica Cunha Breder, Joaquim Barreto, Thiago Quinaglia, Andrei C. Sposito
FACULDADE DE CIENCIAS MÉDICAS – UNICAMP - - SP - BRASIL

Fundamentos: Os efeitos independentes de redução da glicose dos inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2) na função da parede arterial ainda não foram esclarecidos. O presente estudo visa avaliar se o tratamento com iSGLT2 pode atenuar a disfunção endotelial relacionada ao diabetes mellitus tipo 2 (DM2) comparado com terapia equivalente em redução da glicose.

Métodos: Em um ensaio clínico randomizado, prospectivo, aberto, unicêntrico, 98 pacientes com DM2 e espessura médio-intimal carotídea acima do percentil 75 foram randomizados 1:1 para 12 semanas de terapia com dapagliflozina ou glibenclamida em adição à metformina em regimes equivalentes de redução de glicose. Os desfechos coprimários foram dilatação fluxo mediada de 1 min (FMD) no repouso e FMD de 1 min após 15 min de isquemia seguido por 15 min de reperfusão (I/R).

Análise Estatística: Com base em literatura prévia, foi assumido uma mudança de 3% no FMD entre os grupos, com uma média prétratamento de 5,5% e desvio padrão de 3,9%. Considerando o alfa=0,025 e poder=90%, foi calculado a amostra necessária de pelo menos 44 pacientes em cada grupo. As análises foram feitas por intenção de tratar. Variáveis basais contínuas e categóricas foram comparadas pelo testes Student's t ou Wilcoxon-Mann-Whitney U e exato de Fisher, respectivamente. As mudanças do basal foram comparadas entre os tratamentos para cada desfecho primário por análise de covariância (ANCOVA) ajustada para os valores basais. 

Resultados:  Noventa e sete pacientes (61% homens, 57 ± 7 anos) completaram o estudo. A mediana de hemoglobina glicada diminuiu em 0,8 (0,7)% e 0,7(0,95)% após dapagliflozina e glibenclamida, respectivamente. O primeiro desfecho coprimário, FMD no repouso, mudou em +3,3(8,2)% e -1,2(7,5)% para os braços dapagliflozina e glibenclamida, respectivamente (p=0,0001). Diferenças entre os braços do estudo no segundo desfecho coprimário não forma significativas. O nitrito plasmático 1 min após o FMD no repouso foi maior para a dapafliflozina [308(220) nmol/L] do que para a glibenclamida [258(110) nmol/L; p=0,028]. Os índices de resistividade de 1 min [0,9 (0,11) vs. 0,93 (0,07); p=0,03] e 5 min [0,93 (0,07) vs. 0,95 (0,05); p=0,02] foram maiores para o grupo glibenclamida do que o grupo dapagliflozina. Biomarcadores plasmáticos de inflamação e estresse oxidativa não foram diferentes entre os grupos.

Conclusões: A dapagliflozina melhorou as funções micro e macrovasculares comparadas com a glibenclamida, independentemente do controle glicêmico em pacientes com DM2 e doença aterosclerótica carotídea subclínica.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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