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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

AVALIAÇÃO DE ISQUEMIA MIOCÁRDICA ATRAVÉS DA CINTILOGRAFIA DE PERFUSÃO MIOCÁRDICA EM PACIENTES COM INFRADESNÍVEL CONVEXO DO SEGMENTO ST NO TESTE ERGOMÉTRICO

RODRIGO IMADA, GABRIEL KANEJI KODAMA, ANDREA M G M FALCÃO, LIVIA O AZOURI, JOSÉ SOARES JUNIOR, WILLIAM AZEM CHALELA
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Na doença arterial coronária o teste ergométrico (TE) tem papel importante na investigação e planejamento terapêutico. Entretanto, ainda hoje o infradesnivelamento do segmento ST com  padrão convexo durante o esforço gera controversas sobre seu significado. OBJETIVO: Analisar as alterações na cintilografia de perfusão miocárdica (CPM) em pacientes que apresentam infradesnível convexo do segmento ST significativo durante o teste ergométrico. MÉTODOS: Análise retrospectiva de prontuário dos pacientes que realizaram TE associado à CPM de 2016 a 2018, avaliando as características clínicas, dados do TE e CPM. Quando disponível no prontuário, foram analisados também outros exames como ecocardiograma,  angiotomografia coronariana e cineangiocoronariografia. RESULTADOS: De 9.264 TE associado à CPM foram encontrados 41 com infradesnível convexo além de - 2,0 mm, prevalência de 4,4 /1000 exames. A média da magnitude do infradesnível foi de -2,2 ± 0,4 mm. Nenhum paciente com infradesnível do segmento ST convexo apresentou alteração significativa na perfusão pela cintilografia miocárdica. Vinte e quatro pacientes tinham ecocardiograma, sendo observados 41,5% dentro da normalidade, 2,4% com hipertrofia ventricular, 7,3% com ectasia de aorta, 4,9% com disfunção diastólica e 4,9% com valvopatia discreta. Três apresentaram obstruções no cateterismo ou angiotomografia, sendo dois com lesões uniarteriais e um biarterial. CONCLUSÃO: Não foram observadas alterações significativas de perfusão na cintilografia miocárdica, sugerindo que o infradesnível do segmento ST de morfologia convexa não se associa com isquemia por doença coronariana obstrutiva. No entanto, a presença de lesões de menor relevância no ecocardiograma, cateterismo e/ou angiotomografia, podem indicar que estes pacientes estão em uma fase inicial de uma cardiopatia, sendo necessário outros estudos para avaliar o prognóstico destes pacientes.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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