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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Suporte respiratório após síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em um hospital escola terciário

Mauricio N Machado, Maria Lúcia M Salomão, Flávia Queiróz, Maurício L Nogueira, Patrícia S de Marco, Andressa M Souza, Ana Palmira L Neves, Suzana M A Lobo, Marcelo A Nakazone, Lilia N Maia
FACULDADE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – FAMERP - - SP - BRASIL

Introdução: O suporte respiratório invasivo e não invasivo são importantes ferramentas no tratamento das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), bem como naquela induzida pela doença do coronavírus (COVID-19). O objetivo desse estudo foi descrever os achados sobre a associação da necessidade de suporte respiratório (SR) e mortalidade hospitalar em pacientes admitidos por SRAG. 

Métodos: Avaliamos 6.812 pacientes adultos internados com SRAG em um hospital escola terciário no período de janeiro de 2020 a março de 2021 - 2.870 (42%) pacientes com outras SRAGs e 3.942 (58%) pacientes com COVID-19. Modelos de riscos proporcionais de Cox foram usados ​​para determinar a associação entre a necessidade de suporte respiratório (SR) e a mortalidade hospitalar.

Resultados: A mediana de idade foi de 63 anos (49 - 75), 3.685 (54,1%) eram do sexo masculino e a mortalidade hospitalar global foi de 25,1%. Os pacientes com COVID-19 eram mais jovens (59 anos vs 65 anos; P<0,001), predominantemente do sexo masculino (55,2% vs 52,5%; P=0,027) e com maior proporção de obesidade (índice de massa corporal; IMC ≥ 30 kg/m²) - 37,2 % vs. 7,5%; P<0,001, doença cardiovascular (72,0% vs 62,9%; P<0,001) e diabetes mellitus (37,7% vs 31,4%; P<0,001). Os pacientes com COVID-19 tiveram maior necessidade de SR invasivo (27,8% vs 15,3%; P<0,001), enquanto os pacientes com outras SRAGs tiveram uma maior proporção de indivíduos que não precisaram de SR (16,0% vs 7,2%, P<0,001) ou que usaram SR não invasivo (68,7% vs 65,0%; P=0,001). Em comparação aos pacientes que não precisaram de SR, os pacientes com COVID-19 que precisaram de SR não invasivo tiveram 3 vezes mais chance de morrer (Hazard Ratio [HR] - 3,0; Intervalo de confiança de 95% [IC 95%] - 1,3 a 6,7; P=0,008), e para aqueles que necessitaram de SR invasivo, essa chance aumentou 11 vezes (HR - 11,0; IC 95% - 4,9 a 24,6; P<0,001). Para os pacientes com outras SRAGs, o aumento do risco de morte foi de 3 e 8 vezes, respectivamente (HR - 3,2; IC 95% - 2,0 a 5,1 e HR - 8,1; IC 95% - 5,1 a 13,0; P<0,001 para ambos).

Conclusão: Em nossa população, os pacientes com COVID-19 eram mais jovens, predominantemente do sexo masculino e obesos em comparação aos pacientes com outras SRAGs. Pacientes que precisaram de SR invasivo tiveram mortalidade hospitalar muito elevada em comparação aos pacientes hospitalizados que não necessitaram de SR.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021