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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Internações e Óbitos no Município de São Paulo por Insuficiência Cardíaca em 2019 e 2020

Georgia Figueiredo Ramos, José Héracles Rodrigues Ribeiro de Almeida, Diogo Hissashi Kyaga, Jacqueline Sawazaki Nakagome, Carlos Gun
Universidade de Santo Amaro - UNISA - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: Definida por ser uma síndrome clínica com disfunção cardíaca que causa o suprimento sanguíneo inadequado para as demandas metabólicas dos tecidos, a insuficiência cardíaca (IC) tambem é considera a via final de todas as doenças cardiovasculares. Esta patologia é um grande problema de saúde pública no mundo e se destaca com grande representatividade epidemiológica também no Brasil. Má adesão terapêutica figura como principal fator de agudização e internação dos doentes, gerando custo excessivo e sobrecarga do sistema único de saúde. Outro fator de destaque são as infecções virais, sendo a mais importante atualmente a infecção pelo SARS-CoV 2. Englobando todo este cenário a uma visão atual, realizamos este estudo para analisar possíveis correlações entre uma maior incidência de IC em decorrência do COVID-19 avaliando internações e óbitos, na presença e ausência do SARS-Cov 2 no município de São Paulo.

Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, com fonte de dados secundária, sobre internações e óbitos decorrentes de IC no município de São Paulo no ano de 2019 e 2020. As variáveis utilizadas foram sexo, raça/cor, faixa etária e tempo de permanência hospitalar.

Resultados: Foram identificadas 9251 internações por IC no município de São Paulo, sendo 51,54% homens e 48,46% mulheres em 2020, e 7947 internações com 51,76% de homens e 48,24% mulheres. A raça de maior predominância em 2019 e 2020, foi a branca, com valores de 54,4% e 56,2%, respectivamente. A faixa etária mais internada foi de 80 anos ou mais. A maior permanência de internação foi de 8-14 dias em 2019, e 15-21 dias em 2020. A faixa etária que mais necessitou de recursos foi a de 60-64 anos. Apesar da redução do número de internações de 2019 para 2020, foi observado maior necessidade de recursos em 2020, resultando em maiores gastos.

Conclusão: Conclui-se que os homens foram o gênero mais atingido, entretanto, os óbitos foram maiores entre as mulheres; a faixa etária mais acometida foi a de mais de 80 anos; em brancos; e o tempo de internação hospitalar predominou entre 8 a 14 dias em abos os anos. Em 2020, foi observado redução na internação por IC, podendo-se relacionar a um maior autocuidado dos indivíduos devido ao medo do Covid-19; a uma maior adesão medicamentosa durante a pandemia pelos cardiopatas e a priorização dos leitos aos pacientes com Covid-19. Entretanto, comparativamente, a taxa de mortalidade em 2020 foi maior, possivelmente pela Covid-19 ter sido um fator agravante do quadro de IC. 

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021