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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

MIOCARDIOPATIA INDUZIDA POR DOBUTAMINA - SÉRIE DE CASO

FERNANDA ALMEIDA ANDRADE, VINÍCIUS NASSER DE CARVALHO, NARA KOBBAZ P. DE ALMEIDA, Rafaela Rádner Reis de Oliveira, LUIS FELIPE SILVEIRA SANTOS, DANIEL QUEIROZ ESPER, DIRCEU RODRIGUES DE ALMEIDA
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A miocardite eosinofílica é uma doença rara e potencialmente letal, que se caracteriza pela infiltração do miocárdio por eosinófilos. A associação entre a eosinofilia e a lesão miocárdica está bem estabelecida, podendo apresentar diversas etiologias, desde hipersensibilidade e doenças autoimunes até neoplasias e infeções. Série de Casos: 3 pacientes com insuficiência cardíaca de fração reduzida (18 a 25%) em internação por descompensação de causa infecciosa cursaram com Perfil C e necessidade de dobutamina, ao decorrer da internação apresentaram refratariedade clínica com aumento da frequência cardíaca, congestão sistêmica, oligúria e disfunção renal. Iniciada investigação clínica, apresentando eosinofilia importante (>10%) progressiva e sinais de piora clínica e disfunção sistólica. Não foram realizados biópsias a fim de confirmação histológica. Durante teste terapêutico, com a troca de dobutamina por levosimendan houve em 2 dos pacientes melhora clínica e queda contínua dos eosinófilos concomitante com a melhora da FEVE; apenas em um dos casos foi necessária a pulsoterapia com metilprednisolona a qual obteve melhora clínica progressiva. Discussão: O diagnóstico de miocardite eosinofílica é multifatorial, o quadro clínico é variável e os achados laboratorias são inespecíficos. A RMC proporciona uma combinação de segurança, definição anatômica e caracterização tecidual do miocárdio, principalmente com edema e focos difusos de realce tardio. A biópsia endomiocárdica é o único método que permite o diagnóstico definitivo e a identificação da etiologia subjacente. Tem uma sensibilidade estimada em 50% devido a erros da amostra. Apesar de ser o gold standard, na prática nem sempre é realizada, existindo recomendações para a sua execução, que são dependentes da clínica e dos resultados dos exames complementares. O tratamento e prognóstico da miocardite eosinofílica depende da sua etiologia. Na miocardite induzida por drogas, a resposta de sensibilidade pode variar de horas a meses. Parte da justificativa da hipersensibilidade se dá em resposta a componentes quimicamente reativos que se ligam a proteínas promovendo modificações estruturais.Na literatura está descrito que um período de terapêutica imunossupressora de seis meses pode trazer melhorias significativas ao nível da função ventricular esquerda (aumento de 15-20% da fração de ejeção). Conclusão: Em relação a pacientes adultos commiocardite presumida, o uso de terapia imunossupressora não parece ser benéfica, à medida que seu curso clínico é normalmente de uma recuperação espontânea.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021