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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia de troca valvar aórtica ou implante transcatéter: uma revisão sistemática de literatura com metanálise.

José Victor de Sá Santos, Maria Luísa Souza Barbosa, Nandally Gomes da Silva, Arthur Cardoso Tolentino, Clotário Neptali Carrasco Cueva
Hospital Ana Nery - Salvador - Bahia - Brasil

Fundamento: A fibrilação atrial (FA) está associada ao aumento da mortalidade em 10 anos após cirurgia de troca valvar aórtica (SAVR). Estudos recentes têm demonstrado menor incidência desta e outras complicações após implante transcatéter (TAVR). Objetivo: Estimar a diferença da incidência de FA no pós-operatório de pacientes submetidos à TAVR ou SAVR no período de 30 dias, 1 ano e 2 anos. Métodos: revisão sistemática de literatura com metanálise, com busca nas bases de dados PubMed, CENTRAL, LILACS e Scielo, Foram selecionados ensaios clínicos, contendo a incidência de FA após TAVR ou SAVR, publicados entre 2014 e 2020, nos idiomas português, inglês e espanhol. A seleção e leitura completa dos artigos foi realizada por um grupo de 3 revisores e a qualidade dos artigos foi mensurada com a escala PEDro. Análise estatística: As incidências de FA foram extraídas e calculados os riscos relativos (RR) entre os grupos TAVR e SAVR para cada estudo individual. Foi realizada metarregressão de efeitos randômicos para quantificar heterogeneidade. Foi avaliado o viés de publicação através da visualização do gráfico de túnel. Resultados: De 543 artigos encontrados, 11 foram selecionados após leitura completa e 8 inclusos na metanálise. A população geral foi de 4261 no grupo TAVR e 4574 no grupo SAVR. Na análise sumarizada geral, a realização da TAVR foi associada à redução estatisticamente significante do risco de FA pós operatória em comparação à SARV (RR sumarizado 0,36; P<0,01). Nas análises de subgrupos, TAVI apresentou fator protetor 2,2x maior para ocorrência de FA em 30 dias em comparação à ocorrência em 2 anos (RR 0,22 VS RR 0,49; P<0,01), além de fator protetor 2x maior no subgrupo de baixo risco cirúrgico em comparação ao subgrupo de risco intermediário-alto (RR 0,21 VS RR 0,43; P=0,04). Na análise sensitiva da metarregressão, o risco cirúrgico pré-operatório dos pacientes foi responsável por 56,4% da heterogeneidade encontrada na metanálise geral (P<0,01) e por 74,4% da heterogeneidade da metanálise no subgrupo de 30 dias (P=0,001). Foi estimada a presença de viés de publicação através do gráfico de funil, com p=0,46. Conclusões: Na presente revisão, pacientes submetidos à TAVR apresentaram menor incidência de FA comparada à SAVR, sugerindo um maior fator protetor deste procedimento em pacientes de baixo risco cirúrgico e em 30 dias. Ensaios clínicos em populações de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento são ainda necessários para corroborar estes resultados.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021