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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Estratégia alternativa para correção de anel vascular com artéria subclávia direita aberrante

Francisco Victor Alves da Silva, Edson Gary Moreira , Antonio Agosfinho Moura Filho, Jose Cicero Stocco Guilhen, Jesus Antonio Gutierrez Saurith, Arturo Adrian Diaz Jara, Adnaldo da Silveira Maia, Wilson Andrés Mena Silva , André Gueiros da Silva Júnior , Karlos Jennysson Sousa Soares
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: os anéis vasculares, consistem em uma anomalia da embriologia do arco aórtico . É uma doença  rara, que atinge  menos de 1% das doenças estruturais congênitas . Os anéis, classificam-se em completos e incompletos, a depender da estruturas que circundam a traquéia e o esôfago . A maioria dos pacientes podem ser  assintomáticos ,contudo quando sintomáticos, costumam apresentar estridores ou disfagia leve á grave, devendo investigar-se com angiotomografia de tórax helicoidal (angio tc), método de escolha para o delineamento anatômico preciso para programação adequada da abordagem cirúrgica . Método: paciente 11 meses , sexo feminino , peso de 9 kg , com história prévia de doença do refluxo gastroesofágico, apresentando nos últimos meses disfagia á liquídos, com piora progressiva. Internada, o esofagograma evidenciou banda vascular compatível com anel vascular. O ecocardiograma transtorácico, demonstrou persistência do canal arterial e sugeriu a artéria subclávia direita (ASD)aberrante. Prosseguindo a investigação, realizou-se angio tc com resultado de arco aórtico a esquerda (AAE) com origem anômala ASD aberrante na porção proximal da aorta descendente com trajeto retroesofágico promovendo compressão extrínseca importante deste. Paciente submetido a torocotomia a esquerda , exposição da aorta e identificação dos elementos anatômicos . Optado por secção e sutura do canal arterial. Em seguida, realizado liberação completa de aderências sobre traquéia e esôfago prosseguindo-se com pexia de aorta em pleura parietal deixando-a aberta para evitar que as aderências causem novas compressões, a seguir efetivou-se  torocostomia  em selo d’água. Resultado: no pós operatório não houve intercorrências, e devido uma boa evolução recebeu alta com alimentação balanceada, inclusive com ingestão de alimentos sólidos. Conclusão:os sintomas de disfagia ou estridores  em lactantes é um desafio ao diagnóstico. A evolução dos exames de imagens cardíacos possibilitam ao cirurgião melhores técnicas e diminuição da morbimortalidade . Assim sendo, somente com a ligadura do canal arterial, além de pexia de aorta foram suficientes para uma boa evolução dessa doente sem a secção e reimplante da ASD ,como na maioria das literaturas preconizam. Essa estratégia foi optado devido ao acompanhamento rigoroso da paciente ambulatorialmente, demonstrando que mesmo em casos raros novas técnicas cirúrgicas devem ser encorajadas.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021