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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Influência da capacidade funcional de coronariopatas na frequência cardíaca de recuperação após uma sessão de reabilitação cardiovascular realizada com e sem reposição de líquidos

Júlio César de Ávila Soares, Maria Júlia Lopez Laurino, Rosana Brambilla Ederli, Luiza Correia Gimenez, Felipe Hashimoto Bim, Lorena Altafin Santos, Anne Kastelianne França da Silva, Luiz Carlos Marques Vanderlei
FCT - UNESP - Presidente Prudente - São Paulo - Brasil

Introdução: Estratégias de reposição de líquidos que compensem as perdas induzidas pelo suor e garantam uma função autonômica cardíaca ideal durante o exercício e a recuperação vem sendo estudadas em populações com doenças cardiovasculares. Entretanto, considerando que o nível de capacidade funcional é uma variável que influencia a velocidade de recuperação autonômica cardíaca, ainda são necessários estudos que avaliem a eficiência dessa técnica em indivíduos coronariopatas de diferentes capacidades funcionais. Objetivo: Investigar a influência da capacidade funcional de coronariopatas na frequência cardíaca de recuperação (FCR) após uma sessão de reabilitação cardiovascular realizada com e sem reposição de líquidos. Métodos: 33 coronariopatas foram submetidos a um procedimento experimental de três etapas: I. Teste de esforço máximo: realizado para dividir a amostra em dois grupos de capacidades funcionais diferentes levando-se em consideração a mediana dos valores de VO2 pico (G1 = pior VO2; G2 = melhor VO2); II. Protocolo Controle (PC): composto por 10 minutos de repouso inicial, 15 minutos de aquecimento, 40 minutos de exercício em esteira e 10 minutos de recuperação passiva; III. Protocolo Hidratação (PH): composto pelas mesmas atividades do protocolo anterior, porém com reposição hídrica durante o exercício baseada na perda de massa corporal evidenciada no PC. A FCR foi calculada no 1º, 2º e 3º minuto de recuperação (FCR1, FCR2 e FCR3). ANOVA two-way para medidas repetidas e pós-testes de Bonferroni ou Dunnet foram utilizados para a análise dos dados.A significância estatística foi fixada em 5%. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas entre os protocolos e os grupos, porém foram encontras diferenças entre os momentos analisados (p<0.001). Durante o PC, ambos os grupos apresentaram diferenças significativas para as comparações de FCR1 vs. FCR2 e FCR3 (G1: 10,14±5,68 vs. 14,11±4,91 e 13,58±6,63; G2: 10,60±7,77 vs. 13,72±5,94 e 13,65±7,83), o que não foi evidenciado durante o PH (G1: 11,89±7,49 vs. 12,80±6,34 e 14,38±7,34; G2: 12,41±8,83 vs. 14,51±6,70 e 14,32±8,40). Conclusão: A análise dos dados sugere que o nível da capacidade funcional de coronariopatas não apresentou influências significativas sobre a FCR após uma sessão de reabilitação cardiovascular. Contudo, a estratégia de hidratação adotada foi capaz de produzir uma recuperação mais eficiente da FC no primeiro minuto após o exercício, independentemente do nível de condicionamento físico dos voluntários.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021