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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

SÍNDROME DE TAKOTSUBO: CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E ANGIOGRÁFICAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Paula Santiago Teixeira, Attílio Galhardo , Vinícius Nasser de Carvalho , José Renato Arero Brabo , Olga Valéria da Penha Bonetto , Patrícia Alves Moulin de Azevedo , José Augusto Marcondes, Gustavo Rocha Feitosa Santos , Marcos Danillo Peixoto Oliveira , Adriano Caixeta
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A síndrome de Takotsubo (STK) ou cardiomiopatia de estresse é uma causa frequente de insuficiência cardíaca aguda grave resultante do aumento de catecolaminas circulantes após situações de estresse físico ou emocional. No entanto, a STK é ainda uma doença pouco descrita sob a forma de série de casos no nosso meio. Objetivo: avaliar o perfil demográfico, angiográfico, tratamento e a evolução intrahospitalar em um hospital universitário. Material e métodos: revisão de prontuários no período de 2009-2021. Resultados: foramregistrados 20 pacientes com STK, desses 95% são do sexo feminino com idade média de 62,85 ± 13,4. Quanto as comorbidades associadas, 60% apresentavam hipertensão arterial, 10% diabetes, 5% ansiedade, 20% depressão, 10% fibrilação atrial e 15% doença oncológica. Como fator desencadeante ou gatilho 30% apresentaram origem de estresse físico, 25% emocional e 45% indeterminada. Conforme classificação do registro internacional de STK (InterTAK): o tipo I representou 25%, IIa em 25%, IIb em 5%, III em 45% dos casos. Houve um predomínio de acometimento apical seguido de medioventricular. Do total de 20 pacientes, 15 necessitaram de internação em UTI, 4 de ventilação mecânica, 9 de drogas vasoativas, 1 de balão intra-aórtico, e 3 de antiarrítmico. Houve 1 paciente que faleceu no período intrahospitalar de etiologia não cardiovascular. Não houve quaisquer outras complicações isquêmicas como reinfarto, acidente vascular encefálico (AVE) ou necessidade de revascularização. Como complicações 2 pacientes apresentaram fibrilação atrial nova, 2 pacientes desenvolveram trombo no ventrículo esquerdo, 1 taquicardia ventricular (TV) monomórfica submetida a cardioversão elétrica e 1 parada cardiorrespiratória em Fibrilação ventricular (FV)/TV (Tabela). No acompanhamento clínico de 1 ano houve 1 paciente que apresentou AVE e 1 outro necessidade de internação por insuficiência cardíaca. O tempo médio de internação foi de 8,82 dias ± 4,64. Conclusão: Nesta pequena série de casos, a STK predominou em mulheres no período pós menopausa e apresentou taxas mais elevadas de complicações cardiovasculares do que a série história de pacientes com infarto agudo do miocárdio de causa aterotrombótica.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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