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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

HIPERPLASIA LINFOIDE REACIONAL EM BOCA: RELATO DE CASO

Gabriela Vieira Gomes, Lilia Timerman, Felipe Magalhães Rocha, Viviane Cristina Umeda Soares de Souza, Mario Alexandre Onodera Lon, Valéria Cristina Leão de Souza
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: A hiperplasia linfoide reacional compreende uma condição rara e benigna, onde há um aumento tecidual decorrente da proliferação de células linfoides para combater um agente agressor. Este caso clínico apresenta um paciente do sexo masculino, 5 anos de idade, portador de Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico, em uso de carvediol, furosemida, losartana, marevan, montelucaste e clenil, que exibiu lesão hiperplásica nodular e eritematosa localizada em base de língua, séssil e indolor, com evolução rápida segundo observado por seu responsável (crescimento em cerca de 24 horas), acompanhada de febre, linfadenopatia bilateral e recusa na alimentação.

Métodos: As informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário, entrevista com o responsável do paciente, registro fotográfico e revisão da literatura. Na avaliação clínica intraoral, o paciente apresentava lesões cariosas em todos os dentes decíduos, com extensa destruição coronária nos molares inferiores. As hipóteses diagnósticas estabelecidas compreendem rânula, cistos do ducto salivar e hiperplasia linfoide reacional, sendo descartadas as hipóteses relacionadas a efeitos colaterais dos medicamentos em uso.

Resultados: Optou-se pela realização dos procedimentos odontológicos em centro cirúrgico sob anestesia geral (remoção de cárie, exodontias e restaurações). Durante a cirurgia, o paciente foi medicado com corticoides por via intravenosa para melhorar a sintomatologia pós cirúrgica. Após a recuperação anestésica, foi observada remissão quase por completo da lesão, caracterizando um diagnóstico de lesão por hiperplasia linfoide reacional. Paciente recebeu alta após 3 dias, sendo medicado com amoxicilina e clavulanato de potássio por 7 dias, retornando 14 dias depois para realização de ecocardiograma e exames laboratoriais, ambos atestando normalidade.

Considerações finais: O caso relatado demonstra o potencial lesivo de focos infecciosos em boca e a importância dos cuidados com a saúde bucal, especialmente em pacientes com alterações cardiovasculares. Através da evolução médica, verificou-se que o paciente encontra-se bem, sob proservação, sendo recomendado ao responsável acompanhamento odontológico a cada 6 meses.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021