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Variações no número de Pacientes com Síndrome Coronária Aguda Suspeita e Confirmada durante um ano de Pandemia de Covid-19: Análise de uma Rede Hospitalar Nacional

Pedro G. M. de Barros e Silva, Adriana Bertolami, Antonio Baruzzi, Marcelo Fortuna, Thiago Baganha, Carlos de Oliveira, Marcelo Cury, Douglas Souza, Edmundo Vieira, Valter Furlan
Cardiologia Americas - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Dados do início da pandemia mostraram redução do número de casos confirmados de síndrome coronária aguda (SCA), entretanto, dados sobre o impacto em casos suspeitos e as variações ao longo de um ano de pandemia ainda são limitados.

Objetivo: Avaliar o número de casos suspeitos e confirmados de SCA em diferentes fases da pandemia de COVID-19. 

Métodos: Desde 2019, 16 hospitais de uma rede privada brasileira coletam dados prospectivamente do mesmo protocolo de dor torácica. Estes dados coletados durante os primeiros 12 meses da pandemia de Covid-19 foram comparados com os resultados médios dos 12 meses anteriores. O número de pacientes com suspeita e confirmação de SCA e a taxa de mortalidade intra-hospitalar e baixa fração de ejeção após SCA também foram comparados entre os períodos.

Resultados: Foram avaliados 21.165 pacientes incluídos no protocolo de rede de dor torácica durante 24 meses. Comparando as 2 fases, encontramos uma redução de 18.2% na média mensal de avaliação de pacientes com suspeita de SCA (P< 0.01), sendo mais pronunciada em abril/20 (59,5% menor que abril/19). Em relação aos casos confirmados de SCA, a redução média foi de 10,5%, sendo mais pronunciada nas SCA sem supradesnivelamento do segmento ST. Houve variações dos casos confirmados e suspeitos ao longo da pandemia com incremento acima do controle histórico no final de 2020 e nova queda relacionada com o aumento de casos de Covid-19 em fevereiro e março de 2021 (24,1% menor que os mesmos meses sem pandemia). Não foi identificado aumento na mortalidade hospitalar, porém, houve aumento na porcentagem de pacientes que receberam alta com fração de ejeção < 40% (7,1% vs. 10,4%; p < 0,01).

Conclusão: Em uma rede brasileira de hospitais privados foi identificada redução média em mais de 18% no número de pacientes com suspeita de SCA e redução de mais de 10% nos casos confirmados com aumento no percentual de pacientes com baixa fração de ejeção na alta hospitalar.

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