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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

RESPOSTAS DE MULHERES COM HISTÓRICO FAMILIAR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E OBESIDADE A UM ESTÍMULO METABÓLICO

Ariane Viana, Danielle da Silva Dias, Thiago Lúcio dos Santos, Fernanda Cordoba Lanza, Fernanda Marciano Consolim-Colombo, Maria Cláudia Irigoyen, Kátia De Angelis
Universidade Nove de Julho-UNINOVE - São Paulo - SP - Brasil, UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, UFMG - Belo Horizonte - MG - Brasil

Introdução: O sexo feminino têm sido negligenciado ou subestimado em estudos clínicos e experimentais, com foco na hereditariedade da hipertensão arterial (HAS), apesar da forte tendência a aumento da mortalidade cardiovascular entre as mulheres nos últimos anos. Métodos: Avaliamos condições cardiovasculares, autonômicas e de estresse oxidativo antes e após um estímulo metabólico (ingesta de frutose de forma aguda: 30 g de frutose [10%] em 300 ml de água com suco de limão), em 40 mulheres (18 a 30 anos), divididas em: grupos com histórico familiar negativo (FNE n=09) ou positivo (FHE n=11) de HAS e eutróficos e grupos com histórico familiar negativo (FNO n=09) ou positivo (FHO n=11) de HAS com sobrepeso/obesidade. Análise estatística:Valores de p <0,05 foram considerados significantes, utilizando o software GraphPrism v.8. Resultados: Maior pressão arterial sistólica (PAS) e VAR-PAS no FNO (34,4±9,3 mmHg²) e FHO (37,1±8,3 mmHg²) em relação aos grupos FNE 23,0±7,0 mmHg² e FHE 22,6±8,8 mmHg². Somente o FHO apresentou maior simpático vascular (BF abs da PAS) comparado aos grupos FNE e FHE. Ao estímulo metabólico, observamos maior PAS no FHE e FHO em comparação ao FNE. O Δ da PAS (pós frutose - basal) foi maior nos grupos FHE 13,1±7,1 e FHO 11,0±9,6 comparados ao FNE 0,8±6,4 mmHg. A VAR-PAS foi maior no FHE e FHO comparados ao FNE e todos os grupos aumentaram a BF abs da PAS quando comparados ao FNE. Apenas o FHO teve diminuição do índice alfa (6,9±1,2 ms/mmHg) em relação ao FHE (10,8±2,6 ms/mmHg) no pós frutose. Todos apresentaram redução da atividade da GPx em relação aos seus valores basais. Os grupos FNO e FHO (0,89±0,51/0,88±0,14 nmol/mg proteína) apresentaram maiores valores de nitritos plasmáticos pós frutose quando comparados aos grupos eutróficos (FNE 0,33±0,19 e FHE 0,34±0,11 nmol/mg proteína) e houve aumento da atividade da NADPH oxidase no FHO em relação ao FNE pós frutose. Conclusão: Mulheres adultas jovens (HAS + obesidade) já apresentavam em condições basais e após o estímulo fisiológico, pior condição cardiovascular, prejuízo autonômico e um aumento de marcadores de estresse nitrosativo e oxidativo. No entanto, mulheres eutróficas com histórico positivo de HAS, apresentaram respostas cardiovascular e autonômica, e de estresse oxidativo prejudicadas somente quando submetidas ao estímulo metabólico. Sugerimos que a avaliação da VFC e da VPA de forma não invasiva possa ser usadas como biomarcador precoce de disfunções associadas ao desenvolvimento da HAS em mulheres, principalmente expostas a fatores de risco genéticos ou ambientais.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021