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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Desfechos de pacientes com lesão grave de tronco de coronária esquerda mantidos em tratamento clínico em um hospital terciário de Salvador

Raissa Barreto Lima, Rodrigo Morel Vieira de Melo, Tainá Teixeira Viana, Claudio Lucas Silva Cunha
Hospital Ana Nery - Salvador - BA - Brasil

Introdução: Tendo em vista a alta mortalidade de pacientes com lesão de tronco de coronária esquerda (TCE) ≥ 50%, as diretrizes mais atuais em cardiologia recomendam revascularização miocárdica cirúrgica ou percutânea. No entanto, para pacientes com elevado risco cirúrgico ou que se recusam à cirurgia, o tratamento clínico torna-se a opção mais viável. O objetivo desse trabalho é analisar a incidência de morte geral, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico em pacientes com lesão grave de tronco de coronariana esquerda mantidos em tratamento clínico. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte prospectiva que incluiu pacientes com lesão de TCE ≥ 50% evidenciada pelo cateterismo cardíaco mantidos em tratamento clínico por alto risco cirúrgico ou recusa a realização da cirurgia em um hospital referência em cardiologia de Salvador admitidos no período de janeiro de 2017 a junho de 2019. Foi avaliado o desfecho composto de morte cardiovascular, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico não fatal. Variáveis com distribuição não paramétrica foram descritas por medianas e intervalo interquartil e as categóricas foram descritas como frequência e porcentagem. Resultados: Foram incluídos 15 pacientes, com mediana de idade de 74 (71-77) anos e 6 (40%) mulheres. O tempo de acompanhamento médio foi de 42 (32-44) meses. A mediana da fração de ejeção do ventrículo esquerdo foi de 67% (39-69). A mediana da estenose do tronco de coronária esquerda foi de 50% (50-75), enquanto para o score Syntax foi de 44 (22,5-51,0). No início do estudo, 6 (40%) pacientes apresentaram angina com CCS 2 e 1 (6,7%) com CCS 1. O desfecho composto ocorreu em 2 (13,4%) pacientes: 1 (6,7%) morte cardiovascular após 31 meses e 1 (6,7%) acidente vascular encefálico após 15 meses. Ao final do seguimento, 9 (69,2%) apresentavam angina com CCS 2 e os demais pacientes com CCS 1. Conclusão: Em uma coorte de pacientes com doença grave do tronco da coronária esquerda mantidos em tratamento clínico, devido ao alto risco cirúrgico ou recusa à cirurgia, durante um acompanhamento médio de 42 meses, a incidência de eventos adversos cardiovasculares maiores foi baixa, considerando-se a gravidade da doença coronariana apresentada.

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